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quinta-feira, junho 25, 2009

Estudo antropológico sobre OITENTA CIVILIZAÇÕES

O casamento é importante?
Zig Ziglar


O antropologista britânico John D. Unwin dirigiu um estudo profundo sobre oitenta civilizações que nasceram e morreram durante um período de uns quatro mil anos. Dr. Unwin descobriu que uma ameaça comum ocorrida em todas elas. Em cada caso elas iniciavam-se com um ponto de vista conservador, que envolvia fortes valores morais e enfatizava o valor da família. Depois de certo tempo, a conduta conservadora tornava-se mais e mais liberal, os valores morais declinavam e a família sofria. Em cada caso, enquanto a família deteriorava-se a própria civilização desintegrava-se, e em todos os oitenta casos, a queda da nação foi relacionada com a queda da família. Na maioria dos casos a civilização decaiu dentro de uma geração, com a queda da união da família.

A pesquisa de Unwin revelou que quando um homem se apaixona por uma mulher, dedicando-se a cuidar dela, protegê-la e sustentá-la, ele de repente se torna o esteio da ordem social. Em vez de usar suas energias perseguir suas luxúrias e desejos, ele se esforça para construir um lar e poupa para o futuro, procurando conseguir melhor trabalho. Seus impulsos egoístas são inibidos, seus desejos sexuais são canalizados. Ele descobre um sentimento de orgulho, sim, orgulho masculino, porque ele é necessário à sua esposa e filhos. Todos se beneficiam com o relacionamento.

Quando a sociedade é composta por milhões de famílias, estabelecidas em uma moral de conduta saudável, a nação torna-se forte e estável. Força e solidariedade são as grandes contribuições que o casamento traz para as civilizações. Mas na ausência da obrigação familiar, a ruína é inevitável. Quando maridos e mulheres não têm motivos para juntar suas energias a fim de sustentar o lar, então abusam das drogas, do álcool, da promiscuidade sexual, há instabilidade no trabalho, e pode ser esperado um irreprimido comportamento agressivo na cultura. E a falta de energias objetivas é o começo do fim.


Extraído do livro "Namoro no Casamento", de Zig Ziglar, Editora Maltese-norma, 1992.




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quinta-feira, novembro 13, 2008

Aconteceu - 11/11/2008  20h46
Sustentabilidade urbana depende da área rural, diz professor
Gustavo Moreno
Ignacy Sachs (C): "É preciso abandonar a idéia antiga de que urbanização e desenvolvimento são sinônimos."
A solução para os problemas das cidades exige uma estratégia global de ocupação do território, que inclua a área rural. Foi o que disse o economista Ignacy Sachs, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França e autor de dez livros sobre o Brasil, em palestra nesta terça-feira na 9ª Conferência das Cidades, promovida na Câmara pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. O tema do encontro, que prossegue amanhã, é a "sustentabilidade nas cidades brasileiras".

"É preciso abandonar de vez a idéia antiga, do século 20, de que urbanização e desenvolvimento são sinônimos", alertou Sachs. Ele disse que houve mudança na escala da industrialização, tornando viável a sobrevivência de empresas menores, que geram menos empregos e ficam fora das cidades.

Na avaliação de Sachs, o ordenamento territorial urbano somente terá sucesso se houver um novo ciclo de desenvolvimento rural. "Esse é um elemento-chave para a sustentabilidade", resumiu o professor. Ele acrescentou que é preciso evitar novos êxodos rurais.

A substituição da energia fóssil pela renovável, previu Sachs, deverá abrir novas oportunidades de vida econômica no meio rural, e assim oferecer importante contribuição à sustentabilidade. Segundo o professor, o risco de o biocombustível prejudicar a produção de alimentos e gerar fome é baixo. "Não creio nisso", afirmou.

Nova consciência
A presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), deputada Angela Amin (PP-SC), destacou a abrangência do tema da sustentabilidade, que vai da proteção ambiental ao planejamento de cidades socialmente justas. Para ela, é preciso estabelecer uma nova consciência de cidadania urbana, "o que requer equilíbrio em todos os sentidos".

A deputada observou que o Brasil precisa reduzir as "taxas alarmantes" de desmatamento, e deve também melhorar as condições das cidades. Como exemplo, ela disse que apenas 54% das residências urbanas estão ligadas a redes de esgoto, e só 30% de todo o esgoto coletado são tratados antes de serem lançados ao ambiente. "Para os resíduos sólidos, não há nem estimativas consistentes", acrescentou Angela Amin.

Ela defendeu o lema ambiental sobre a necessidade de "pensar globalmente e agir localmente".

Sociedade protagonista
A secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, disse esperar que a conferência ajude a aperfeiçoar as políticas públicas para tornar as cidades melhores e mais justas. "Não se trata apenas do uso correto de novas tecnologias; precisamos de um processo que permita, à sociedade, ser protagonista da tomada de decisões", explicou.

Segundo Inês Magalhães, o Brasil já vem "avançando bastante" nesse sentido. Ela citou como exemplos o Orçamento Participativo, os planos diretores urbanos e o Conselho Nacional das Cidades.

O representante do Fórum Nacional pela Reforma Urbana, Donizete Oliveira, enfatizou que os trabalhadores precisam ser incluídos nos debates sobre as cidades.

Leia mais:
Prefeito pede redução do IPTU de quem plantar árvores

Notícias anteriores:
Conferência destaca falha na aplicação da reforma urbana
Cidades encolhem, periferias aumentam, diz conferencista
Cartilha ensina prefeitura a tornar cidade mais acessível
Especialistas defendem projeto de regularização urbana
Conferência faz balanço dos 5 anos do Estatuto da Cidade

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - João Pitella Junior


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br




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terça-feira, fevereiro 19, 2008

"reforma social" ou reforma do HOMEM?

A REFORMA SOCIAL

Autor Desconhecido

 

        Certo dia, um jornalista recebeu a incumbência de escrever um artigo sobre a solução para os problemas do Mundo.

        Teria que falar sobre as possibilidades de se estabelecer a paz mundial, de cessarem as guerras, enfim, sobre a união entre os povos.

        No final do dia, adentrou o lar, brincou um pouco com os filhos e se dirigiu à máquina para digitar seu artigo.

        Por várias vezes foi interrompido pelas crianças, que desejavam um pouco mais da sua atenção.

        Para resolver a situação, sem prejuízos para ambas as partes, decidiu dar algo com que seus filhos pudessem se distrair enquanto ele trabalhava.

        O acordo foi feito. O jornalista entregou um quebra-cabeça às crianças e lhes disse que assim que elas terminassem de montá-lo, brincaria com elas.

        É claro que o que ele queria era tempo para redigir seu artigo, pois o quebra-cabeça do Mapa-Mundi tinha 500 peças.

        Voltou a concentrar-se. Entregou-se ao trabalho. Mas sua tranqüilidade não durou muito.

        Em tempo recorde, as crianças adentraram o seu escritório, em tremenda algazarra:

        Terminamos, papai! Disseram alegres.

        O jornalista não podia crer. A tarefa teria que durar muitas horas, no entanto, elas a concluíram em pouco mais de meia.

        Inquieto com o fato, perguntou-lhes como haviam conseguido montar o Mapa-Mundi em tão pouco tempo.

        As crianças responderam satisfeitas:

        Nós não montamos o Mapa-Mundi, papai. No verso do quebra-cabeça há a figura de um homem. Nós achamos mais fácil montar o homem ao invés de montar o Mundo.

        Naquele mesmo instante, o jornalista que não conseguira, ainda, escrever de forma satisfatória seu artigo, encontrou inspiração para concluí-lo.

        A idéia lhe foi dada pelos filhos: para resolver os problemas do Mundo, é preciso reconstruir o indivíduo.


        A situação externa de cada nação reflete a situação interna de cada cidadão.

        Não se pode construir uma sociedade justa se não houver homens justos.


* * *

        Pense nisso!

        A paz social, nacional e internacional depende da paz com o Criador.

        Enquanto o homem não fizer as pazes com o seu Criador não pode ter paz com os outros.

        Todo e qualquer tratado de paz no mundo político­-social acabará irremediavelmente numa guerra quente, nos campos de batalha, ou então numa guerra fria nos parlamentos.

        As leis cósmicas são de uma lógica incontestável: nada há no mundo social que antes não tenha havido no mundo individual.

 


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domingo, janeiro 13, 2008

Um "outro mundo" criado pelo ser humano ?

Deusa Igualdade

Em 1984, romance de George Orwell, os membros do partido único, vigilantes mantenedores da ordem em um sistema cruel, eram cuidadosamente treinados para tal, por meio de programas que violentavam suas consciências e os reduziam a robôs de reações automatizadas. Hoje, a programação é mais sutil e voluntária, porque feita sob o signo do amor — o amor politicamente correto, não o amor cristão. Mas qual a diferença?

Quando estamos firmados no amor de Cristo, não nos iludimos sobre a natureza humana ("Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus", Romanos 3:23). O amor cristão nos faz estar de olhos bem abertos para o pecado, primeiro o próprio ("tira primeiro a trave do teu olho", Mateus 7:5), em seguida o alheio ("Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados", Tiago 5:20). O amor cristão também nos faz cuidar da igreja alertando contra falsos ensinamentos ("Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância", Tito 1:11). Seu ápice se realiza na vinda de Cristo para que "todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

No entanto, a pregação da religião da igualdade, quando travestida de cristianismo, pede que, por serem todos pecadores, todos os homens sejam considerados igualmente santos; que ninguém seja convertido de erro algum; que os ensinamentos tortos e até de outras religiões sejam expressões de "pluralidade", não desvios do Evangelho; e que a figura de Cristo e o conteúdo da fé sejam suficientemente vagos para que os que não crêem se sintam confortáveis com suas contradições e paralisias argumentativas. A palavra de ordem é: não confrontar, mas acolher, já que, no vocabulário do Novo Amor, confrontar e acolher são noções irreconciliáveis.

Nessa nova religião, que cisma em querer se chamar pelo nome de cristianismo, torna-se impossível fazer como os autores das epístolas do Novo Testamento, que advertiam seus irmãos sobre pecados, buscavam convencê-los de erros doutrinários e alertavam a igreja com relação a falsos mestres. Seus adeptos ancoraram-se dentro dos arraiais evangélicos brasileiros, em púlpitos e espaços virtuais, aproveitando-se da escassez de líderes confrontadores e zelosos da Palavra. Com liberdade suficiente para agir, assumem agradáveis e práticos acordos com o esquerdismo (pregam um Cristo socialista), o multiculturalismo (defendem sincretismos), o relativismo (não ligam para diretrizes morais), desobedecendo aos padrões bíblicos mais básicos. Quem quer que os contradiga em nome do verdadeiro Evangelho é ridicularizado, vilipendiado, acusado de "falta de amor" — e com requintes de crueldade verbal. Afinal, eles tudo amam, menos a verdade.

O maior alvo dessa nova religião é que todos dancem alegres e despreocupados em torno da deusa Igualdade*, em cuja testa se encontra estampado seu único compromisso: anular a cruz de Cristo.
* Definição para os afoitos. A igualdade segundo Deus é um atributo que vem das mãos Daquele que "faz chover sobre justos e injustos" (Mt 5:45). Já a igualdade segundo a autonomia humana é um ídolo que coleciona vítimas ao mesmo tempo em que sobrepõe à vontade de Deus as regras de "um outro mundo possível".
 
Norma Braga
 
http://normabraga.blogspot.com/


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CAPITALISMO e TRADIÇÃO

 

Capitalismo e tradição

Olavo de Carvalho - Jornalista, escritor e filósofo
Jornal do Brasil, 10 de janeiro de 2007

 

A descrição que Marx fornece do capitalismo é inteiramente baseada na premissa de que as relações econômicas são a "essência" da vida social. Nessa perspectiva, todos os elementos culturais, psicológicos, morais e religiosos que compõem a trama mesma da experiência diária, alguns dos quais arraigados em tradições anteriores de muitos milênios ao advento do capitalismo, podem ser totalmente omitidos do quadro, sobrando em lugar deles o seco e descarnado esquema da relação capital-trabalho, fundada na alienação, no "fetichismo do dinheiro", na destruição de todos os laços de participação comunitária. Ato contínuo, esse esquema é projetado retroativamente sobre a cultura em geral, ocupando o lugar das realidades omitidas e tornando-se ele próprio o dado cultural fundamental: toda a existência humana sob o capitalismo é vista então como despersonalização, frieza inumana, redução dos seres humanos ao estado de átomos anônimos jogados de um lado para outro pelas forças mecânicas da produção e do consumo.
O atrativo hipnótico dessa descrição macabra é tão forte que muita gente continua acreditando nela a despeito do fato de que um capitalismo tal como ela apresenta jamais existiu. O capitalismo não é nem nunca foi uma cultura, muito menos uma cultura universalmente devoradora capaz de suprimir a herança tradicional, comunitária e religiosa, espalhando por toda parte novas relações humanas fundadas no puro poder do dinheiro. No mínimo, a refutação integral dessa hipótese está no fato mesmo de que o país onde o capitalismo mais se expandiu foi aquele que permaneceu mais apegado às suas raízes comunitárias e religiosas -- os EUA -- enquanto os povos mais vulneráveis à modernização ateística iam na direção oposta, caindo no estatismo centralizador de perfil positivista, socialista ou fascista. Não é possível comparar a construção teórica de Marx em O Capital com a montanha de fatos acumulada em A Democracia na América de Tocqueville sem concluir que aquela construção foi inteiramente erigida no ar.
Também não é lícito ignorar o fato de que a estrutura constitucional e legal do Estado americano – mais ou menos intacta até hoje – não foi nenhuma criação do capitalismo oitocentista, mas a simples sistematização de normas tradicionais que já vigoravam nas colônias desde séculos antes da independência (leiam, se puderem, o clássico A Constitutional History of the United States , de Andrew C. McLaughlin).
O capitalismo não é uma cultura: é um conjunto de relações econômicas que se desenvolve dentro de uma cultura preexistente e a ela se adapta, renovando-a e fortalecendo-a. Se, ao contrário, ele busca sufocá-la e substituir-se a ela, é ele quem se atrofia e se torna indefeso ante a tentação socialista.
A história recente dos EUA confirma isso tanto quanto a sua história mais remota confirma os laços entre capitalismo e tradição. A debilitação da crença religiosa e das afeições comunitárias veio junto com o crescimento avassalador do Estado-babá que não se satisfaz com o controle da economia mas quer se meter em todos os assuntos da vida privada. Isso deveria bastar para ensinar aos liberais ateus que os belos ideais do seu iluminismo "científico", se realizados, não conduzirão a nenhum paraíso de liberdade, mas apenas contribuirão para tornar a descrição marxista do capitalismo uma profecia auto-realizável. Lukács e Gramsci, por seu lado, estavam certíssimos ao notar que o principal obstáculo à revolução socialista não é a economia capitalista em si, mas as tradições culturais e religiosas que lhe servem de moldura protetiva.
 
 


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sexta-feira, julho 20, 2007

Filme sobre CAZUZA

Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:

'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos.
A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras.
O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora.
Temos vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso.
Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme.
Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes, que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada?
Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como no comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido.
Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.
Não se preocupem em ser amigo de seus filhos.
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

Karla Christine
Psicóloga Clínica

quinta-feira, novembro 23, 2006

O "Êxodo" rural

O Exodo Rural

Prof.Dr.José Maria Nascimento Pereira


20/11/06



Estudos estatísticos, publicaram há 50 anos atrás, os resultados obtidos para o registro do Censo Demográfico Brasileiro , que havia grande diferença entre as populações das cidades e as do campo.Os habitantes da chamada zona urbana eram responsáveis por 15% do total, enquanto os do campo formavam 85 % da população geral de nosso país.Todavia, com o dentro de pouco tempo, e para surpresa dos especialistas em 'demografia', ocorreu, quase, uma completa inversão.. Nos dias de hoje a chamada população rural é minoritária quando comparada com os residentes em áreas urbanas. Segundo esses estudiosos a migração é vista nos dias de hoje, côo um fenômeno demográfico atípico, especialmente por causa de sua ocorrência alcançar proporções mundiais! Os cientistas que estudam as diversas expressões da mobilidade populacional, tem procurado explicar o 'êxodo rural' como uma resultante, complexa,com irresistível e quase mágico poder, quando certas imagens são exibidas em tempo real, através dos modernos meios comunicação ! No entender dos adeptos das variadas correntes sociológicas, esse tipo de IMAGEM é ao mesmo tempo, instigante e prenhe de mistério; é promessa de entretenimento ainda que cercado de incerteza, ressuscitando em nosso imaginário ancestral, os arquétipos do espírito aventureiro, do homem primitivo que continua vivo em cada um de nós!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Normas do Trânsito,lei da selva?

No trânsito urbano vigora a "lei da selva" ?
Prof.Dr.José Maria Nascimento Pereira
(02/11/06)

O número de pessoas mortas, por ano, em acidentes de trânsito,nas estradas do Brasil, já foi comparado ao de soldados que morreram na guerra do Vietnam (cerca de 50.000)na década de 70. Pesquisadores ingleses (engenheiros de tráfego e psicólogos),foram designados para encontrar soluções técnicas para os constantes problemas de trânsito urbano de Londres já na década de 80. Os resultados publicados em uma revista científica especializada forma inesperados: os numerosos e variados problemas, encontrados no trânsito urbano da capital inglesa estavam ligados muito mais ao comportamento dos motoristas do que ao vertiginoso aumento do número de veículos circulantes. Os psicólogos aplicaram testes durante as entrevistas em muitos motoristas infratores, os quais apresentavam traços de personalidade muito parecidos entre si.
Segundo essa publicação esses guiadores de veículos são portadores
de conduta classificadas das seguintes maneiras:
a) Causadores de acidentes (colisões, atropelamentos,embriaguês ao volante).Esse grupo apresentou nos testes,fortes tacos de impulsividade,prepotência, egocentrismo, ansiedade, e baixa tolerância às frustrações sendo considerado como o grupo de "confronto".
b) Desobediência às regras e às sinalizações (placas) de tráfego,tais como,velocidade,faixa de rolamento,estacionamento.Os testes psicológicos desse grupo revelaram que esses motoristas tinham grande dificuldade para seguir quaisquer regulamentos e mostravam uma personalidade do tipo "smart"(esperteza e propensão para ludibriar os balizamentos instituídos e aceitos por seu próprio grupo sócia) .Este grupo foi classificado como do tipo "clandestino".

terça-feira, outubro 24, 2006

Surpresas do 3º milênio

O advento do 3º milênio

Prof.Dr.José Maria Nascimento Pereira
(24/10/06)

Nunca, em tempo algum se falou tanto e tão frequentemente, e de maneira tão aberta, sobre o tema da sexualidade humana. É também surpreendente e igualmente notável, observar-se que antes, jamais se divulgou, tão frequentemente, através da mídia, tais questões, em tantos e tão variados ambientes, utilizando-se de numerosos tipos de comunicação, a respeito de sexualidade, como nos tempos atuais ! !
Os estudiosos desse tema tem procurado identificar o marco zero dessa reviravolta, localizando-o no último terço do século passado,( durante a década de 70), quando ocorreram dois fenômenos apontados como os principais e intimamente associados que são : o festival de Woodstock , considerado como verdadeiro estopim, da reconhecida revolução sexual mundial, e o aparecimento da pílula anovulatória , quando se deu a eclosão do explosivo movimento hoje, conhecido, como a revolução feminista !
Na chegada do 3º milênio, a sociedade mundial apresentou muitas transformações, sejam na área da Tecnologia, sejam nas relações familiares(a constituição da família,por exemplo), nos modelos econômicos e das relações comerciais , arsenais de guerra( tipos de armamentos) e nos avanços da viagens espaciais.Porém o que provoca maior surpresa na espécie humana, tem sido o ritmo em que os muitos maravilhosos instrumentos de progresso tecnológico acontecem, sem que haja tempo para uma adaptação adequada.É muito mais extenuante a velocidade com que aparecem as muitas variedades de mudanças,do que a qualidade dos costumes sociais e os modelos de comportamento inusitados, a exigir de todos nós uma inesperada adaptação.

sábado, outubro 21, 2006

Assassinato em família

As mais diversas correntes da Sociologia e da Antropologia Social, em sua imensa maioria, definem a "família nuclear" como a mais importante instituição humana, sendo catalogada como a célula matriz da sociedade. Observando variadas culturas, fossem as primitivas ou as civilizadas, esses estudiosos comprovaram que cabe à família o principal papel na formação do caráter dos seus descendentes, como cidadãos da sociedade, à qual pertencerão no futuro.
Entretanto, de modo surpreendente e paradoxal, existem conflitos na família, entre os seus próprios membros. A Bíblia tem o registro do primeiro homicídio, quando Caím assassinou seu próprio irmão Abel (ver Gen. 4:1-16). Na mídia, com muita freqüência nos dias atuais, têm sido publicados repetidos casos de "assassinatos em família", independentes das condições sociais. Ora, os filhos matam seus pais ou os pais matam seus próprios filhos. Tem-se a impressão de que estamos muito próximos do fim do mundo.
Essa perplexidade não estaria comunicando a todos nós, numa linguagem simbólica, que "a destruição dos valores familiares" é igual ao "fim do mundo"? A humanidade não estaria reconhecendo, de uma maneira global, através de tal comentário, que a família é que traz o único significado de "mundo"? E que o seu esfacelamento desencadeia um profundo sentimento de perda irreparável e de trágicas conseqüências? E ainda mais: que suas causas mais enraizadas não estariam na desarmonia conjugal (ver Mat.19:6) e que um abismo chama outro abismo? (Sal. 42:7).