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quarta-feira, setembro 02, 2009

IBGE : doenças crônicas atingem 3 em cada 4 IDOSOS

IBGE: doenças crônicas atingem 3 em cada 4 idosos
Qua, 02 Set, 11h44
O estudo Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil 2009, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as doenças crônicas, entre elas o câncer, já atingem 75,5% dos idosos do País. No entanto, apenas 29% deles têm plano de saúde. De acordo com o IBGE, o Brasil envelhece rapidamente, mas os grandes centros urbanos, embora já apresentem um perfil demográfico semelhante ao dos países mais desenvolvidos, ainda precisam melhorar a infraestrutura de serviços para dar conta das demandas decorrentes das transformações demográficas.

Aqueles que dependem exclusivamente do sistema público, sofrem com a falta de infraestrutura, mostra o estudo. O Sistema Único de Saúde (SUS) registra falta de equipamentos para diagnóstico, com exceção da mamografia, enquanto que no sistema privado, todos esses aparelhos existem em número maior do que determina a legislação.

Em menos de 40 anos, o Brasil passou de um perfil de mortalidade típico de uma população jovem para um desenho caracterizado por enfermidades complexas e mais onerosas, próprias das faixas etárias mais avançadas. O fato marcante em relação às doenças crônicas é que elas crescem intensamente com o passar dos anos: entre os de idade de 0 a 14 anos, foram reportados apenas 9,3% de doenças crônicas, mas entre os idosos atinge 75,5% (69,3% entre os homens e 80,2% entre as mulheres).

O idoso consome mais os serviços de saúde, as internações hospitalares são mais frequentes e o tempo de ocupação do leito é maior devido à multiplicidade de patologias, quando comparado a outras faixas etárias. De acordo com o IBGE, entre os idosos, o custo da internação per capita tende a aumentar à medida que a idade avança, passando de R$ 93 por idoso na faixa etária de 60 a 69 anos, para R$ 179 entre aqueles de 80 anos ou mais. Os homens idosos apresentaram, em 2006, um custo per capita (R$ 100) menor do que as mulheres (R$ 135).

Planos de saúde

A cobertura dos planos de saúde entre os idosos é de aproximadamente 5 milhões de pessoas de 60 anos ou mais de idade, representando 29,4% do total da população nessa faixa etária. A pesquisa mostra que o acesso aos equipamentos de diagnóstico por imagem no SUS e na rede privada é desigual. No sistema público, há carência de todos os aparelhos, exceto o de mamografia. Na oferta a pacientes com planos de saúde, há abundância em todos os equipamentos.

Em relação à tomografia computadorizada, enquanto a média dos países analisados é de 13,8 equipamentos por 1 milhão de habitantes, o Brasil tem um índice total de 4,9, segundo um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A oferta privada, no entanto, (30,8 por 1 milhão de habitantes em 2005) é semelhante à dos Estados Unidos (32,2 por 1 milhão de habitantes).

Há também desigualdade na distribuição regional dos equipamentos de imagem. Nas regiões Norte e Nordeste há oferta menor que o preconizado para os equipamentos mais complexos e caros, mantendo-se lá um índice mais baixo que nas demais regiões para todos os equipamentos. Por outro lado, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste mostram valores semelhantes, sendo que o Centro-Oeste supera as outras duas no raio-X para densitometria óssea e no ultrassom.




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quarta-feira, maio 27, 2009

Profª de Psiquiatria da Univ.de BRASÍLIA,"prevê",32 milhões de idosos p/2025 !

Orçamento destinado a saúde de idosos é "chocante", diz psiquiatra
[Foto: Maria Alice Toledo ]
Ao apresentar as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cuja previsão para 2025 é de uma população de 32 milhões de idosos, a professora de Psiquiatria da Universidade de Brasília, Maria Alice Toledo se disse "impressionada e chocada" com a redução da dotação orçamentária para o atendimento ao idoso. Segundo ela, em 2008, dos R$ 20 milhões alocados foram aplicados somente R$ 6 milhões e, em 2009, o número caiu pela metade - R$ 10 milhões - e desse percentual foram usados somente R$ 600 mil.
Ela também alertou para a "evolução exponencial" do Mal de Alzheimer, doença degenerativa que afeta a memória. A psiquiatra lamentou o alto custo do exame de dosagem de vitamina B-12 para detectar a doença, que assim fica restrito a pessoas de situação financeira estável.
- A grande maioria da população idosa brasileira depende exclusivamente do SUS. É necessário que se dê condições para que esse indivíduo tenha um tratamento digno - avaliou.
Segundo a psiquiatra, o Brasil tem hoje 74 centros de referência do idoso, o que considera um ganho, mas insuficiente para atender a demanda crescente. A médica considera fundamental capacitar os profissionais do Programa Saúde da Família para o atendimento domiciliar especializado, especialmente para casos terminais, muitas vezes abandonados pela família nos hospitais.
Cristina Vidigal / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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sábado, janeiro 03, 2009

Anciâ portuguesa morre aos 115 anos de idade !

Mulher mais velha do mundo morre em Portugal aos 115 anos

Sex, 02 Jan, 06h20
LISBOA (AFP) - A portuguesa Maria de Jesus, considerada a mulher mais velha do mundo, faleceu nesta sexta-feira aos 115 anos de idade, anunciou sua família à agência de notícias Lusa.
Nascida em 10 de setembro de 1893, Maria de Jesus havia se tornado a mulher mais velha do mundo no dia 26 de novembro do ano passado com a morte da americana Edna Parker, que até então ocupava o posto, também com 115 anos.
Maria de Jesus é filha de uma família muito pobre de Urqueira, perto de Ourem (centro de Portugal). Perdeu um dos olhos em um acidente na infância, e aos 12 anos já trabalhava no campo, sem jamais ter ido à escola.
Casou-se e teve seis filhos, "sem nunca ficar doente ou tomar remédios", segundo Maria Madalena, uma das filhas.
Com a morte de Maria de Jesus, o título de mulher mais velha do mundo passa à americana Gertrude Baines, nascida em 6 de abril de 1894, segundo o site do Grupo de Pesquisas Geriátricas (Gerontology Research Group, GRG), com sede em Los Angeles.
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domingo, novembro 23, 2008

IDOSOS do Brasil, os sobreviventes ! ! !

Sáb, 22 Nov, 03h40
O Brasil e em especial a gerontologia - ramo que reúne profissionais e serviços especializados em pessoas da terceira idade - não estão preparados para receber o número de idosos que num futuro próximo farão parte da sociedade. Esta preocupação levou o Conselho Federal de Psicologia a realizar o Seminário Nacional Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma Cultura de Compromisso Social, que termina hoje, após dois dias de reuniões, em Brasília. "Em 2025 teremos, em território nacional, 40% do total de idosos da América Latina", informa a psicóloga e membro do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Christina Veras.
"Este seminário tem o propósito de abrir um debate entre a psicologia, profissionais e gestores do setor público sobre a necessidade de ampliar as políticas ligadas aos idosos, de forma a influenciar no bem-estar e na produtividade desta que será uma parcela cada vez mais significativa de nossa população", explica a representante da comissão organizadora do seminário.
Segundo Veras, algumas entidades ligadas à questão constataram, nas últimas décadas, uma diminuição dos cuidados dirigidos aos idosos em seus lares. "Quem cumpria este papel eram as mulheres, que ficaram mais ausentes após terem se inserido no mercado de trabalho."
A gerontologia é um ramo composto por profissionais das mais diversas áreas, especializados em serviços e produtos dirigidos aos idosos. "Praticamente todas as profissões podem ter especialização nessa área que, sem a menor dúvida, é um campo muito promissor para o Brasil, tanto na gestão pública quanto no setor privado".
A expectativa dos organizadores é a de - com troca de informações, diálogo e interlocuções - criar uma rede de compromissos envolvendo profissionais que, em geral, atuam de forma independente.
Ao final será preparado um documento no qual os cerca de 130 participantes assumem compromissos com o objetivo de melhorar o funcionamento das instituições de longa permanência para idosos, além de, no caso daqueles que têm acentos no Conselho Nacional do Idoso e no Conselho Nacional dos Direitos Humanos, adotar maior fiscalização sobre as gestões.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Não descuidar,NUNCA, dos IDOSOS ! ! !

Os vovôs estão mais ativos. Mas continuam precisando de cuidados

Qui, 02 Out, 06h31
Os vovôs estão mais ativos. Mas continuam precisando de cuidados
Por Adriana Bifulco
São Paulo, 02 (AE) - Esqueça a imagem do senhor de pijamas, sentado em frente à TV ou lendo jornais e a senhora fazendo tricô ou dedicada apenas aos afazeres domésticos. Hoje as pessoas com idade acima de 60 anos - limite para ser considerado idoso estipulado pela Organização Mundial da Saúde - vão à academia, viajam, vão ao teatro com grupos, fazem faculdade e compras pela internet. E vários fatores contribuíram para que isso acontecesse.
"Não temos mais guerras, epidemias, o progresso da medicina fez aumentar os diagnósticos precoces e a informação divulgada através da mídia incentivou as atividades físicas e a reeducação alimentar. Além disso, as pessoas tornaram-se mais preparadas para enfrentar a velhice", explica Alfredo Salim Helito, clínico geral, médico de família e integrante do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.
Segundo Helito, a população de idosos vai superar a de crianças, principalmente porque os casais têm optado por ter um único filho. "No entanto, a sociedade ainda não está totalmente preparada para receber o idoso", enfatiza.
De acordo com o especialista, as cidades não têm estrutura adequada para os vovôs caminharem. "Deveriam ser colocados pisos especiais para facilitar a locomoção deles. Subir e descer dos ônibus também não é tarefa das mais fáceis. Entrar no cinema depois que o filme já começou também pode ser sinônimo de uma queda", alerta.
Por isso José Carlos Villela, médico geriatra da rede de Hospitais São Camilo (Pompéia, Ipiranga e Santana), aconselha os mais jovens a não deixarem seus pais, tios ou avós saírem sozinhos. "Por melhores que eles estejam, é importante também cuidar da segurança dos idosos em casa, retirando tapetes, mesinhas de centro e não deixá-los sozinhos. Também é fundamental deixar uma luz acesa dentro da residência durante a noite, para evitar quedas, instalar corrimões no banheiro e campainhas ao lado da cama que os vovôs possam tocar caso precisem de algo no meio da madrugada", aconselha o médico, que orienta os filhos e netos a prestarem atenção no comportamento dos mais velhos.
"A maioria dos pacientes que atendo estão com depressão. É importante notar se os vovôs estão muito apáticos, esquecidos, preferem ficar isolados, apresentam alterações de comportamento, hipersonia ou hiposonia (excesso ou falta de sono, respectivamente)".
Para enfrentar a terceira idade de com saúde e disposição, Villela aconselha as pessoas a procurarem o geriatra entre os 40 e 45 anos. "O profissional vai avaliar o paciente e tentar pinçar doenças hereditárias através de exames clínicos, físicos e laboratoriais. Também dará orientação nutricional e recomendará atividades físicas", afirma.



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