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quarta-feira, julho 01, 2009

No Senado: PEC que restitue diploma de JORNALISMO

Protocolada PEC que restitui diploma de jornalismo

Com 50 assinaturas de senadores, 23 a mais que o necessário, começou a tramitar no Senado a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restitui a exigência de diploma superior para a profissão de jornalista. Em vigor desde 1979, a obrigatoriedade do curso de Comunicação Social para o exercício do jornalismo foi derrubada em 17 de junho pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a norma incompatível com a liberdade de expressão prevista na Constituição.

A PEC, protocolada hoje na Mesa do Senado pelo líder do PSB, senador Antônio Carlos Valadares (SE), abre espaço para a atuação de não jornalistas nos meios de comunicação e toma alguns cuidados para não afrontar a decisão do STF. Valadares informou que o próximo passo será acionar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que realize uma audiência pública com todas as partes interessadas no tema, desde entidades empresariais, contrárias ao diploma, a representantes de jornalistas, estudantes e professores, defensores do canudo.

O texto Valadares acrescenta à Constituição artigo para tornar o exercício da profissão "privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei". Mas o parágrafo único do artigo a ser acrescentado abre duas exceções.

Uma permite a presença nas redações da figura do colaborador, não diplomado em jornalismo, "assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor". A outra exceção é para jornalistas provisionados, que obtiveram esse tipo de registro especial perante o Ministério do Trabalho.


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terça-feira, junho 16, 2009

Diretores da USP divulgam carta de apoio à reitora

Diretores da USP divulgam carta de apoio à reitora
Ter, 16 Jun, 08h35
Diretores de 38 faculdades, institutos, escolas e centros da Universidade de São Paulo (USP) divulgaram carta em apoio à reitora Suely Vilela e à presença da Polícia Militar no câmpus na última terça-feira. Dez unidades não assinaram o documento, entre elas a Escola de Comunicações e Artes (ECA), a Faculdade de Educação e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Há uma semana ocorreu confronto entre PM e manifestantes na Cidade Universitária, um estudante e cinco policiais ficaram feridos e três integrantes do sindicato dos funcionários foram detidos.
A manifestação de terça-feira convocada pelo diretório e por sindicatos pedia reajuste salarial e reintegração do sindicalista demitido Claudionor Brandão. Na carta, os diretores reafirmam "valores democráticos e éticos que devem reger a vida universitária", no convívio com o contraditório, debate de ideias e "o inegociável respeito aos direitos humanos e constitucionais". E que dão "total apoio à reitora no desempenho de seu papel institucional". As sete unidades de Ribeirão Preto, onde a reitora foi professora e diretora, apoiam o manifesto. Outros dois centros de Ribeirão, não mencionados no site da USP como unidades, também assinaram.
O site da USP mostra 46 unidades na universidade. A carta, que foi preparada em reunião que chamou todos diretores de unidades, refuta a violência "seja por grevistas ou por policiais". E diz que grevistas devem preservar o acesso ao trabalho, sem ameaça ou dano às pessoas ou ao patrimônio público, "como os que geraram, em primeira instância, a necessidade das ações judiciais de reintegração de posse e a subsequente presença da polícia no câmpus".
A passeata de protesto contra a presença da Polícia Militar no câmpus e pela saída da reitora Suely Vilela foi adiada de hoje para quinta e seu trajeto foi alterado: inicialmente da reitoria até o Masp, agora deve ser do Masp até a Faculdade de Direito no Largo São Francisco, a partir das 13 horas. O motivo é ter mais tempo para reunir pessoal "da Unesp e da Unicamp", disse Gabriel Casoni, diretor do Diretório Central dos Estudantes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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