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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Caso Battisti : STJ decidiu que Lula tem de observar termos do tratado c/ a Italia! !

Lula terá de observar tratado em decisão sobre Battisti

BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de observar os termos de um tratado de extradição assinado entre Brasil e Itália ao decidir sobre o futuro do ex-ativista italiano Cesare Battisti.
A decisão foi tomada pela corte ao analisar questão de ordem feita pelo governo italiano, que questionou o resultado do julgamento realizado em novembro, em que o STF votou pela extradição de Battisti, mas indicou que a decisão final caberia a Lula.
Segundo tratado assinado entre os dois países em 1989, a extradição não será concedida, entre outros casos, se o crime cometido pelo acusado for considerado político pelo país a quem foi pedida a extradição e se a nação que recebeu o pedido tiver "razões ponderáveis" para supor que haverá perseguição por opinião política.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu em janeiro deste ano o status de refugiado político a Battisti, baseado no "fundado temor de perseguição por opinião política", contrariando decisão do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).
A decisão de Genro foi condenada veementemente por autoridades italianas, incluindo o premiê Silvio Berlusconi e o presidente Giorgio Napolitano.
Battisti, condenado à revelia na Itália por quatro homicídios cometidos na década de 1970 quando integrava a organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), cumpre prisão preventiva em Brasília desde 2007.
Fonte do Palácio do Planalto afirmou que, por enquanto, nenhuma informação oficial chegou ao presidente e que Lula não comenta decisões do Supremo Tribunal Federal.
O Ministério da Justiça não comentou imediatamente a decisão do STF.
(Reportagem de Ana Paula Paiva)


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domingo, dezembro 13, 2009

LULA chma de INACEITAVEL,recusa hondurenha à saída de ZELAYA

Lula chama de "inaceitável" recusa hondurenha à saída de Zelaya
Sáb, 12 Dez, 02h30
SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a recusa do governo de facto de Honduras de permitir a saída do presidente deposto Manuel Zelaya por divergências sobre os status que seria concedido a ele.

Em comunicado conjunto com o presidente do Peru, Alan García, divulgado neste sábado pelo Itamaraty, os mandatários consideraram a medida "inaceitável". A declaração foi a primeira reação do presidente brasileiro ao mais recente impasse hondurenho.

"Os presidentes condenam de forma enfática a inaceitável negativa, pelas autoridades de facto de Honduras, em total desafio aos Direitos Internacionais, de conceder a permissão para a saída do presidente constitucional José Manuel Zelaya ao México", afirmou a nota divulgada após a visita de Lula ao Peru.

Zelaya, abrigado há quase três meses na embaixada brasileira em Tegucigalpa, tentou na quarta-feira deixar a representação diplomática do Brasil e partir para o México, mas a ação fracassou devido aos desacordos com o presidente de facto, Roberto Micheletti, sobre os termos de sua saída.

O líder deposto pretendia partir para o México como "hóspede", mas Micheletti afirmou que só permitiria sua saída de Honduras como asilado político e descartou conceder anistia pelas acusações que pesam contra ele.

Zelaya foi deposto e levado para a Costa Rica em 28 de junho, mas retornou secretamente a Honduras em 21 de setembro e desde então está abrigado na embaixada brasileira.

O Brasil condenou o golpe de Estado e defendia a restituição de Zelaya à Presidência antes das eleições presidenciais, vencidas pelo candidato oposicionista Porfirio Lobo, e que não foram reconhecidas pelo governo brasileiro.

Na sexta-feira, o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, afirmou que Zelaya e Lobo viajarão ao país caribenho para buscar uma nova solução para a crise.

(Por Hugo Bachega)


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sábado, dezembro 12, 2009

Zelaya deixaria embaixada brasileira ATÉ 27 de JANEIRO,diz porta voz(??)

Zelaya deixa embaixada até 27 de janeiro, diz porta-voz
Sex, 11 Dez, 06h17
O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, deverá deixar a embaixada brasileira em Tegucigalpa antes de 27 de janeiro de 2010, disse o encarregado de negócios da representação diplomática do país sul-americano, Francisco Catunda, em entrevista à Rede Globo de Televisão. Catunda disse que "ele tem consciência de que precisa sair até 27 de janeiro, quando terminar seu mandato, e que precisa buscar outro destino". A Globo também citou Zelaya, que confirmou a intenção de sair da embaixada antes do prazo estabelecido. "A minha posição é sair o mais rápido possível, logicamente com o respaldo do governo do Brasil", declarou Zelaya.

A saída de Zelaya de Honduras deve ocorrer sob a condição de que ele parta como asilado político, na opinião do governo de facto. O presidente de facto, Roberto Micheletti, qualificou como "enganosa" a frustrada tentativa de retirar Zelaya do país e levá-lo ao México. Micheletti afirmou, em discurso na quinta-feira, que "nos trataram de enganar, com mentiras quiseram surpreender uma vez mais Honduras". O líder de facto se referia à frustrada tentativa de retirar Zelaya de seu confinamento na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e levá-lo ao México. Micheletti disse que "houve um conflito" nessa tentativa.

A chancelaria do governo de facto pediu que o Brasil "defina o status jurídico em que se encontra Zelaya em sua sede diplomática em Tegucigalpa". O líder deposto voltou em segredo ao país e desde 21 de setembro está abrigado na embaixada do Brasil na capital.

Na quinta-feira, um avião oficial mexicano foi enviado para levar Zelaya do país, confirmou a ministra das Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, demonstrou na quinta-feira sua frustração pela impossibilidade de que Zelaya partisse para o México.

Zelaya foi deposto em 28 de junho, quando militares o retiraram do país com o aval do Congresso e da Suprema Corte. Em 2 de dezembro, o Legislativo rechaçou sua volta ao poder, sob o argumento de que há acusações judiciais contra ele.




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terça-feira, outubro 06, 2009

Brasil inclinado a comprar aviões de combate à FRANÇA ! ! !

Brasil defende preferência pela França em acordo de caças
2 horas, 44 minutos atrás
BUENOS AIRES (Reuters) - O Brasil disse nesta segunda-feira que está mais inclinado à empresa francesa Dassault do que à suíça Saab e à norte-americana Boeing na disputa por um contrato para a compra de aviões de combate devido à oferta de transferência irrestrita de tecnologia.

Durante uma visita a Buenos Aires, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou o apoio do governo brasileiro ao caça francês Rafale, da Dassault, no contrato para o fornecimento de 36 aeronaves.

O Rafale compete com o Gripen NG da Saab e o F-18 Super Hornet da Boeing.

"A questão básica para a decisão final é a capacitação nacional. O Brasil não pode ser comprador de armas, o Brasil quer desenvolver tecnologias", afirmou Jobim durante entrevista coletiva na capital argentina.

"O presidente (da França, Nicolas) Sarkozy afirmou que faria uma transferência de tecnologia irrestrita, (enquanto) a afirmação feita pelos Estados Unidos é que permitiria que a Boeing fizesse transferências tecnológicas necessárias", acrescentou.

Jobim disse que o processo de seleção deve passar ainda por análises técnico-operacionais sem prazo definido e por outra instância no âmbito governamental para a decisão final sobre as aeronaves, que servirão para modernizar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

O ministro sinalizou que os precedentes norte-americanos de transferência tecnológica "não eram bons".

"É evidente que o compromisso de transferência de tecnologia tem que ser absoluto, não necessário e quem tem que decidir qual é a tecnologia necessária somos nós e não outro país".

(Reportagem de Daniela Desantis)




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terça-feira, setembro 29, 2009

EUA criticam Zelaya, p/ retorno "irresponsável "a Honduras

EUA criticam Zelaya por retorno "irresponsável" a Honduras
Seg, 28 Set, 04h02
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos criticaram o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, por seu retorno "irresponsável e tolo" do exílio antes que fosse fechado um acordo para a crise política do país da América Central.

Em uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o impasse hondurenho, Lewis Anselem, embaixador dos EUA na OEA, também criticou o governo de facto de Honduras por sua ação "deplorável" ao barrar a entrada de uma missão da OEA e declarar estado de sítio no domingo.

Anselem também criticou Zelaya por alimentar a violência ao voltar a Honduras na semana passada e se abrigar na Embaixada do Brasil, de onde tem instado seus apoiadores para que tomem as ruas.

"O retorno de Zelaya sem um acordo é irresponsável e tolo (...) Ele deveria parar e desistir de fazer acusações enfurecidas e de agir como se estive estrelando em um filme antigo", disse Anselem.

Anselem exortou o governo de facto a conduzir a segurança com "moderação e cautela" e pediu que Zelaya "exerça liderança" e inste seus partidários a manifestar seus pontos de vista de forma pacífica.

Ele disse que os EUA pediram em diversas ocasiões para que Zelaya não voltasse a Honduras antes de um acordo político por causa da possibilidade de agitação.

"Tendo escolhido, sem ajuda externa, voltar sobre seus termos, o presidente Zelaya e aqueles que facilitaram a sua volta guardam responsabilidade particular pelas ações de seus apoiadores", afirmou a autoridade norte-americana.

Anselem afirmou que o governo dos EUA continuará a pedir que os dois lados cheguem a um acordo seguindo os termos de San José, propostos pelo presidente costarriquenho Oscar Arias, que defende a volta ao poder de Zelaya com o mandato terminando em janeiro.

Enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o golpe que derrubou Zelaya e cortou parte da assistência a Honduras, conservadores o criticam por ajudar um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Zelaya foi deposto em um golpe militar em 28 de junho. O governo de facto tem resistido à pressão internacional para a volta do presidente de esquerda e no domingo deu ao Brasil um ultimato de 10 dias para decidir o que fazer com Zelaya, ameaçando fechar a embaixada.

(Reportagem de Deborah Charles)




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sexta-feira, setembro 11, 2009

Ministro italiano diz : "Battisti NÃO É preso político"

Ministro italiano diz que Battisti não é preso político
2 horas, 46 minutos atrás
O ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano, questionou nesta sexta-feira os motivos apresentados pelo Ministério da Justiça do Brasil para considerar o ex-ativista Cesare Battisti um preso político, informou a agência de notícias Ansa.



"Não há razões para que os brasileiros considerem Battisti um preso político e para que considerem o Estado italiano um Estado que não garante os direitos dos encarcerados", disse ele.

Battisti foi preso no Brasil em 2007 e recebeu refúgio político em janeiro deste ano. O benefício foi concedido pelo ministro da Justiça Tarso Genro, por considerar que ele podia sofrer "perseguição" se for extraditado. Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país natal por envolvimento em quatro assassinatos cometidos na década de 1970, época em que era integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

"Battisti não é um preso político, é um assassino condenado por seus crimes. A Itália é um país livre e democrático que certamente fará com que Battisti possa cumprir a pena segundo os princípios de um país livre e democrático", disse Alfano, segundo a Ansa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide se atende a um pedido de Roma para extraditar Battisti. O julgamento do STF foi interrompido, por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello.




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domingo, setembro 06, 2009

STF julgará extradição de Battisti nesta 4ª feira (09/09/09)

STF julgará extradição de Battisti nesta quarta-feira

Está marcado para a próxima quarta-feira, dia 9, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos ocorridos entre 1977 e 1979. O relator do caso é o ministro Cezar Peluso.

O governo italiano pediu a extradição de Battisti depois que ele foi preso no Brasil, em março de 2007. Desde então, ele está na Penitenciária de Brasília, onde aguarda a decisão do STF. Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político ao italiano, sob a alegação de que ele não teve direito a ampla defesa no seu país de origem e de que um eventual retorno colocaria em risco a sua integridade física. A decisão de Tarso, que contrariou o entendimento do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), foi duramente criticada por autoridades italianas, que definem Battisti como "terrorista".

Amanhã, a coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, Ana Luiza de Souza, fará uma visita ao italiano na Penitenciária de Brasília, para fortalecer a posição do conselho que defende que o STF mantenha a condição de refugiado político do italiano. As informações são da Agência Brasil.


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sexta-feira, setembro 04, 2009

Proteto do Presid. da comissão de Rel.Exteriores do SENADO,p/ retenção de senadora

Presidente da Comissão de Relações Exteriores protesta contra retenção de senadora Patrícia Saboya em aeroporto italiano
[Foto: senadora licenciada Patrícia Saboya (PDT-CE)]

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Eduardo Azeredo, divulgou nota de protesto nesta quinta-feira (3) contra os "maus tratos e constrangimentos" que teriam sido impostos por policiais italianos à senadora licenciada Patrícia Saboya (PDT-CE) no aeroporto de Fiumicino, em Roma. Segundo informações da CRE, a senadora já foi liberada e as autoridades italianas estão sendo questionadas sobre o acontecido.  

Veja abaixo a íntegra da nota: 

"Nota de Protesto 

Na qualidade de presidente da Comissão de Relações Exteriores e defesa Nacional do Senado (CRE), venho a público protestar contra os maus tratos e constrangimentos impostos pela polícia italiana à Senado Patrícia Saboya, detida, sem maiores explicações, no Aeroporto de Fiumicino em Roma. Considero esse ato uma prova de desrespeito ao Poder Legislativo e à condição da mulher brasileira e exijo explicações das autoridades competentes do país europeu. 

Sala da Comissão, 03 de setembro de 2009-09-03

Eduardo Azeredo

Presidente da CRE"

Da Redação / Agência Senado


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segunda-feira, agosto 24, 2009

ISRAEL exige que a Suécia condene artigo ANTISEMITA

Israel sobe o tom contra Suécia por 'artigo antissemita'
Dom, 23 Ago, 08h37
JERUSALÉM, Israel (AFP) - Israel exigiu neste domingo que a Suécia condene formalmente um artigo da imprensa do país considerado "antissemita", um caso que ameaça virar crise bilateral agravada pelo fato de Estocolmo exercer a presidência semestral da União Europeia (UE).

"Não estamos pedindo que o governo sueco se desculpe, queremos dele uma condenação" ao artigo, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o Conselho de Ministros, segundo uma fonte oficial.

Um artigo recente do tablóide sueco Aftonbladet, afirmando que o exército israelense teria encoberto um esquema de tráfico de órgãos extraídos de palestinos mortos, deixou as autoridades israelenses irritadas.

Neste domingo, o jornal retomou o assunto, mencionando o caso de um palestino da Cisjordânia morto em 1992 cuja família suspeita que o exército israelense tenha roubado seus órgãos. O Aftonbladet não aponta nenhuma prova, mas o chefe de redação explica ter autorizado a publicação da matéria neste caso porque "levanta uma série de questões pertinentes".

"A crise vai continuar até que o governo sueco mude sua atitude a respeito deste artigo antissemita. Quem não o condenar certamente não será bem-vindo em Israel", declarou o ministro israelense das Finanças, Yuval Steinitz.

"O governo sueco não pode mais se calar. Na Idade Média, judeus sofriam difamações, acusados de preparar o pão ázimo do Pessach com o sangue de crianças cristãs, e hoje os soldados do Tsahal (exército israelense) são acusados de matar palestinos para extrair seus órgãos", alegou.

A tensão diplomática vem em mau momento, já que o chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, tem uma visita oficial a Israel prevista dentro de dez dias. Além disso, a Suécia é a atual ocupante da presidência rotativa da UE.

"Não cabe cancelar ou adiar esta visita, mas é evidente que este desentendimento, se não for resolvido, fará com que uma sombra preocupante paire sobre as reuniões", estimou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores em Jerusalém, Ygal Palmor.

Bildt, por sua vez, disse na sexta-feira que "há uma relação de Estado a Estado muito forte entre Israel e nosso governo". Por outro lado, evocou a liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que seu ministério se distanciou das críticas feitas ao artigo pela embaixadora sueca em Israel.

A título de retaliação, o chefe do escritório de imprensa do governo israelense, Daniel Seaman, negou neste domingo credenciais a dois jornalistas do Aftonbladet até segunda ordem.

O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, chegou a comparar a postura da Suécia neste caso à política neutra que adotou durante a Segunda Guerra Mundial. "Naquela época, a Suécia também se negava a intervir" contra o genocídio nazista, ressaltou.




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terça-feira, julho 07, 2009

Presidente do IRÃ mantém acusação de "Interferência" do OCIDENTE

Ahmadinejad insiste em acusar Ocidente de interferir no Irã
 
Teerã, 7 jul - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou hoje a acusar os países ocidentais de interferir nos assuntos internos do Irã e recriminou a atitude de seus adversários eleitorais.

Em discurso transmitido pela televisão, o líder denunciou que alguns iranianos atuaram em favor das ambições e das conspirações dos estrangeiros e contra os interesses do país.

"Infelizmente, algumas pessoas no interior do país colaboraram com eles. Repetiram as mesmas palavras que os países ocidentais", argumentou.

Neste sentido, o presidente ressaltou que aqueles que denunciaram uma fraude não ofereceram prova alguma dessas irregularidades.

Ahmadinejad insistiu em que "a participação em massa" do povo iraniano no pleito "foi mal recebida pelos poderes arrogantes" e pediu que a população se una agora que a questão eleitoral é um caso encerrado.

Ontem à noite, o principal candidato derrotado, Mir Hussein Moussavi, anunciou que prosseguirá com seus protestos "pela via legal" e insistiu em que o futuro Governo de Ahmadinejad "carece de legitimidade".

"Devemos fazer todos os esforços a nosso alcance para prosseguir com nosso movimento de oposição, embora sempre dentro dos canais legais. Deve ser um trabalho em equipe e bem organizado", disse Moussavi.

O candidato derrotado publicou uma lista de irregularidades que teriam favorecido a inesperada reeleição de Ahmadinejad por uma surpreendente maioria absoluta.

Além disso, e apesar das ameaças oficiais, anunciou que não reconhecerá a legitimidade do próximo Governo.

Suas alegações são apoiadas por diversas associações civis e religiosas pró-reformistas no Irã


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sexta-feira, junho 26, 2009

IRÃ diz que EUA negaram isto à delegação p/ reunião da ONU

Irã diz que EUA negaram visto a delegação para reunião da ONU
32 minutos atrás
Por Louis Charbonneau

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O representante do governo de Teerã na Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta sexta-feira os Estados Unidos de negarem vistos para que o vice-presidente do Irã e membros de uma delegação iraniana participassem da conferência da ONU sobre a crise financeira global.

"Estou inclusive fazendo esse discurso em nome de (Parviz) Davoudi, primeiro vice-presidente da República Islâmica do Irã, que, juntamente com membros da delegação iraniana, não pôde participar da conferência", afirmou o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Mohammad Khazaee, à Assembléia Geral da ONU.

"Os vistos de entrada não foram liberados pelo país-sede", acrescentou ele, referindo-se aos Estados Unidos.

Não ficou claro se a recusa alegada dos vistos teve ligações com a repressão do regime iraniano contra manifestantes que protestaram por causa dos resultados das eleições presidenciais do Irã, das quais o atual presidente, o linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, foi declarado vencedor.

Uma autoridade norte-americana afirmou que estava examinando a alegação.

Washington cortou relações diplomáticas com Teerã em 1980, cinco meses depois que militantes iranianos tomaram a embaixada norte-americana em Teerã e mantiveram 52 norte-americanos em cativeiro por 444 dias.

Como país-sede das Nações Unidas, que ficam em Nova York, Washington tem seguido uma política de liberar vistos para membros de delegações das Nações Unidas, sem se guiar por disputas específicas entre países.

No entanto, os Estados Unidos às vezes negam a permissão de entrada no país para autoridades e funcionários do governo iraniano.

O embaixador venezuelano Jorge Valero Briceno afirmou que o chefe da delegação do seu país, o ministro das Finanças, Ali Rodríguez, também teve problemas com o visto, pois a embaixada dos Estados Unidos em Caracas "criou obstáculos".

"Essa não é a primeira vez que um episódio desse tipo ocorre com um alto representante do governo bolivariano (da Venezuela)", declarou. Uma autoridade da missão Venezuelavenezuela afirmou que o ministro Rodríguez tem a chegada prevista ainda para sexta-feira.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inicialmente viria ao encontro, mas, depois, decidiu enviar o ministro.




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domingo, junho 21, 2009

OBAMA pede que IRÃ pare as "ações violentas e injustas"

Obama pede que Irã pare com "ações violentas e injustas"
Sáb, 20 Jun, 05h25
Por Doug Palmer

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao governo iraniano neste sábado que pare "com todas as ações violentas e injustas contra seu próprio povo", em meio aos protestos no país contra suposta fraude na eleição da semana passada.

(NOTA DO EDITOR: a Reuters e outros veículos de comunicação estrangeiros estão sujeitos a restrições determinadas pelo Irã na realização de reportagens, filmagens e fotos em Teerã.)

"O governo iraniano precisa entender que o mundo está assistindo. Nós lamentamos cada vida inocente que é perdida", disse Obama por meio de um comunicado.

"Os direitos universais e a liberdade de expressão precisam ser respeitados, e os Estados Unidos ficam do lado de todos que procuram exercer esses direitos."

Os comentários mais veementes de Obama até agora sobre a crise no governo do Irã aparecem depois de o líder oposicionista Mirhossein Mousavi dizer que está "pronto para o martírio", de acordo com um dos seus aliados, na liderança dos protestos que fizeram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, alertar para o risco de derramamento de sangue.

Tropas de choque da polícia aplicaram a força em Teerã neste sábado, usando gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os manifestantes, embora a multidão nas ruas, estimada entre 2 mil e 3 mil pessoas, seja muito menor que nas passeatas anteriores.

Segundo autoridades da Casa Branca, Obama, que novamente evitou comentar a política iraniana diretamente nem falou se a eleição foi justa ou não, recebeu informes do setor de inteligência ao longo do dia sobre a situação no Irã. Ele também se reuniu com seus assessores mais importantes.

"Pedimos ao governo iraniano que pare com todas as ações violentas e injustas contra seu próprio povo", declarou Obama.

Obama tem se equilibrado numa linha estreita para comentar a eleição, buscando evitar o que possa ser visto como "intromissão" na política iraniana. No entanto, ele enfrenta pressão de alguns republicanos para ser um defensor mais vocal dos manifestantes contra o presidente conservador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que teve declarada vitória por ampla maioria.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Obama aliviou o tom na diplomacia dos EUA para o Irã, buscando diálogo com o governo com o qual Washington rompeu relações pouco após a revolução Islâmica, que derrubou o Xá apoiado pelos norte-americanos.

Nos últimos anos, Washington acusou o Irã de dar apoio ao terrorismo e buscar armas nucleares. Teerã diz que seu programa nuclear é pacífico e que as forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão geram instabilidade regional.


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quinta-feira, maio 28, 2009

GAZA : Hillary proporá em Abbas solução p/ DOISE STADOS

Hillary defenderá em reunião com Abbas solução de 2 Estados
Qua, 27 Mai, 07h50
Washington, 27 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reiterará hoje durante um jantar de trabalho com o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, o compromisso dos Estados Unidos com a paz no Oriente Médio e com a criação de um Estado palestino ao lado do israelense.

Hillary "repassará uma ampla gama de temas, incluindo nosso compromisso com a paz no Oriente Médio e com a solução dos dois Estados, e também discutirão formas nas quais podemos cooperar em áreas de interesse comum", disse o porta-voz de imprensa do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

Perguntado sobre se os Estados Unidos ainda apoiam a Iniciativa Árabe para a Paz, Kelly não quis responder, mas disse que a Arábia Saudita "tem um papel importante" no processo de pacificação.

Kelly afirmou que Hillary mantém os planos de se reunir com um ativista da democracia do Egito, embora a reunião não vá acontecer hoje, como estava previsto, por "razões de horários".

Por outro lado, Kelly confirmou que o enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu em Londres na terça com funcionários israelenses de alta categoria, como parte das consultas que os Estados Unidos realizam com o Governo de Israel para promover o processo de paz.


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domingo, maio 24, 2009

Moscou critica o HAMAS p/ não fazer as pazes c/ presidente palestino

Rússia diz ser necessário manter contatos com o Hamas
Sáb, 23 Mai, 05h51
DAMASCO (Reuters) - A Rússia acredita na necessidade de se manter contatos com o grupo palestino Hamas, disse o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, neste sábado, apesar do recente esfriamento nas relações entre os dois lados.

"Estamos certos de que isso é preciso", afirmou a agência Interfax, citando Lavrov.

O ministro havia se encontrado com o líder do Hamas Khaled Meshaal, em Damasco, na Síria, onde o palestino vive exilado.

Diplomatas em Damasco disseram que as novas iniciativas para a paz no Oriente Médio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, podem ter colaborado para o encontro entre Lavrov e Meshaal, depois de tensões entre o Hamas e a Rússia nos últimos meses.

A Rússia é a única integrante do chamado quarteto de negociadores do Oriente Médio que não boicota o Hamas.

Moscou, contudo, criticou o Hamas por não fazer o suficiente para se reconciliar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

O quarteto de negociadores, União Européia, Estados Unidos, Nações Unidas e Rússia, querem que o Hamas renuncie ao conflito armado e reconheçam Israel e tratados assinados no passado


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segunda-feira, maio 11, 2009

PAPA , em visita a Israel,defende criação de estado palestino

Em visita a Israel, Papa defende criação de Estado palestino
2 horas, 33 minutos atrás
Juan Lara.

Jerusalém, 11 mai (EFE).- O papa Bento XVI defendeu hoje a criação de um Estado para os palestinos e "suplicou" a todas as partes envolvidas para que busquem uma solução justa "para que os dois povos (Israel e Palestina) possam viver em paz em sua pátria, com fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas".

O papa fez esse pedido em seu primeiro dia em Jerusalém, onde disse perante o presidente israelense, Shimon Peres, que a paz e a segurança "são construídas por meio da justiça".

"A justiça dá paz, tranquilidade e segurança para sempre", ressaltou o pontífice.

Bento XVI disse que, há dezenas de anos, a paz "tragicamente" não chegou à Terra Santa e que as esperanças de inúmeros homens, mulheres e crianças por um futuro mais seguro "dependem do sucesso das negociações de paz entre os israelenses e palestinos".

"Suplico a todos os que têm responsabilidade para que explorem todos os caminhos rumo a uma solução justa", afirmou o papa.

O pontífice se mostrou convencido de que nenhum habitante da Terra Santa "deseja violência, insegurança ou divisões para seus filhos" e assegurou que "ouve o grito" dos que invocam "justiça, paz, respeito para sua dignidade, segurança estável, uma vida diária livre de medos de ameaças externas e insensata violência".

Hoje, o papa honrou as vítimas do Holocausto e pediu para que o anti-semitismo seja combatido "onde estiver, já que infelizmente continua levantando sua repugnante cabeça em muitas partes de mundo".

Bento XVI quis encerrar definitivamente a polêmica despertada por um bispo tradicionalista que negou o Holocausto, o que pôs a comunidade judaica em pé de guerra.

"É justo e conveniente que honre a memória de seis milhões de judeus e que reze para que o mundo jamais tenha que ser testemunha de um crime de tal enormidade", afirmou o pontífice perante Shimon Peres e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Bento XVI lembrou as vítimas do Holocausto no Memorial Yad Vashem, onde são guardadas as cinzas de muitos delas, estão escritos os nomes de milhões deles e inclui um museu no qual há uma fotografia do papa Pio XII com uma polêmica inscrição a qual o acusa de ter se calado enquanto milhões de judeus eram conduzidos aos campos de extermínio.

O pontífice visitou a Sala da Memória, onde estão escritos os nomes dos 22 campos de extermínio nazista e onde depositou uma coroa de flores com as cores amarela e branca do Vaticano. Após um momento de silêncio, conversou com seis sobreviventes.

Perante o presidente israelense, Shimon Peres, o titular do Parlamento israelense (Knesset), Reuven Rivlin, e o rabino do Memorial, o papa defendeu que o Holocausto nunca seja negado ou esquecido.

Bento XVI ressaltou que a Igreja Católica está comprometida "a trabalhar sem descanso para evitar que o ódio não reine mais no coração dos homens".

O papa também defendeu hoje que todos os peregrinos possam ter acesso aos Santos Lugares sem restrições e que possam participar das cerimônias religiosas.

Peres disse que Israel resguarda a total liberdade religiosa e o livre acesso aos lugares santos.

Amanhã, o pontífice visitará o Muro das Lamentações e a esplanada das Mesquitas, além de celebrar uma missa no Vale de Josafat.

A visita do papa foi criticada por alguns judeus ultra-ortodoxos e pela facção armada palestina Jihad Islâmica, para a qual a presença de Bento XVI em Israel representa um "presente à ocupação e um desprezo ao sofrimento do povo palestino".


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terça-feira, maio 05, 2009

Presidente do IRÃ cancela sua visita ao BRASIL!

Presidente iraniano cancela visita ao Brasil

Seg, 04 Mai, 07h37
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, cancelou sua visita ao Brasil. Em carta enviada nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele pede uma nova agenda, após as eleições presidenciais iranianas.
"Peço a Vossa Excelência aceitar o adiamento da visita para outra oportunidade, depois da eleição presidencial do Irã", diz Ahmadinejad na carta, segundo o Itamaraty. As eleições no país acontecem em 12 de junho.
Ahmadinejad visitaria o país na próxima quarta-feira, quando se encontraria com o presidente Lula em Brasília.
A notícia de sua presença causou protestos por parte de entidades judaicas, homossexuais e de defesa de direitos humanos em São Paulo e Rio de Janeiro, durante o último fim de semana, em resposta a declarações feitas pelo presidente iraniano negando o Holocausto.
O embaixador Roberto Jaguaribe, sub-secretário geral para assuntos políticos do Itamaraty, disse nesta segunda-feira que descarta o cancelamento da viagem por conta dos protestos.
"De fato há certos segmentos, não só no Brasil, mas no mundo, que acham conveniente o isolamento completo do regime do Irã", disse o embaixador a jornalistas. "Na estrutura brasileira, ao contrário, teria de haver uma sinalização do Brasil de que nós não gostaríamos de ter o presidente (do Irã) aqui. Isso não foi feito".
O embaixador afirmou ainda que o governo brasileiro mantém o interesse em receber a autoridade iraniana.
O Itamaraty informou também que a programação empresarial, prevista para realizar-se em paralelo à visita, está mantida.
Empresários brasileiros e iranianos terão, na terça e quarta-feira, encontros em São Paulo e Brasília. A reunião em São Paulo terá como foco os setores de comércio, indústria e mineração, petróleo e energia elétrica.
Nova data para a visita presidencial iraniana será definida pelas duas chancelarias. O presidente iraniano também desistiu da viagem à Venezuela e ao Equador.
(Reportagem de Ana Paula Paiva)


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sexta-feira, abril 24, 2009

a visita do Presidente do IRÃ ao Brasil, é prevista p/6 de MAIO

A visita do presidente iraniano ao Brasil está prevista para o dia 6 de maio. Ele é um dos principais negadores do Holocausto na atualidade. Ahmadinejad também não perde uma oportunidade para manifestar seu ódio a Israel e seu desejo de destruir o Estado judeu[1]. Sendo assim, a simpatia do governo brasileiro por ele faz-nos lembrar do ditado: "Dize-me com quem andas e te direi quem és''.
Algumas informações sobre o Irã[2]: desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação dos direitos humanos no país piorou dramaticamente (com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos). Um esboço de código penal estipula a pena de morte por apostasia (isto é, para quem deixar o islã). Os cristãos[3] e outras minorias religiosas têm sofrido severas restrições e perseguições. As autoridades iranianas também suprimem a liberdade de expressão e opinião, prendendo jornalistas,  controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas.
O Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezb'Allah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio: a Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (em 1992 e 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez e Evo Morales.
O Irã também está em fase adiantada de desenvolvimento de tecnologia nuclear e de mísseis balísticos, representando uma séria ameaça para todo o Oriente Médio e o mundo. Dessa forma, o crescente armamento e a influência iraniana despertam fortes temores entre as próprias nações muçulmanas (principalmente na Arábia Saudita, no Egito e em alguns países do Golfo). Apesar da aparente unidade islâmica, há profundas desconfianças e conflitos entre muitos países árabes (dos quais, a maioria é sunita) e os iranianos xiitas (que são persas, e não árabes).
Quanto a Israel, as afirmações e provocações do presidente e de outros líderes iranianos são bem conhecidas: "Israel deve ser riscado do mapa...'', "Israel está destinado à destruição...'', "Israel é um tumor canceroso...''[1]. Sua última investida ocorreu na abertura da vergonhosa conferência da ONU (em Genebra) que, supostamente, deveria ser anti-racista. Como foi manipulada para atacar Israel, vários países[4] negaram-se a participar dela desde o princípio. Ironicamente, apesar do seu histórico, o presidente iraniano foi um dos principais oradores. Quando começou sua diatribe contra Israel e negando o Holocausto – justamente na véspera do Yom HaShoah, o dia em que se lembra o assassinato de 6 milhões de judeus no tempo do nazismo! – os delegados da União Européia se retiraram em protesto. Ficaram os representantes dos países que parecem concordar com Ahmadinejad, entre eles os brasileiros, ouvindo até o final o discurso de ódio aos judeus[5]. Assim, mais uma vez, o Brasil escolheu as más companhias.

A estátua do sonho de Nabucodonosor - veja Daniel 2.


É importante lembrar que o Irã (a Pérsia) tem grande destaque na Bíblia (veja os livros dos profetas Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e de Ester). A Pérsia foi um dos impérios da visão da grande estátua do rei Nabucodonosor – interpretada pelo profeta Daniel, essa imagem representa todo o desenrolar da história das nações, até o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2, veja o Apocalipse). Os persas também são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel "nos últimos dias'' (Ezequiel 38.5). Portanto, as profecias bíblicas revelam o papel do Irã no cenário mundial e nos permitem entender o que realmente há por trás do comportamento atual desse país. Ao estreitar seus laços com ele – enquanto se distancia de Israel – o governo brasileiro se expõe ao juízo anunciado em Gênesis 12.3: "...amaldiçoarei os que te amaldiçoarem'' .


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terça-feira, abril 21, 2009

Goerno brasileiro critica declarações do Irã sobre Israel

Governo brasileiro critica declarações do Irã sobre Israel
37 minutos atrás
BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro, por meio de sua diplomacia, criticou nesta terça-feira as polêmicas declarações do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, contra Israel.

Durante conferência racial da Organização das Nações Unidas na última segunda-feira, o líder iraniano chamou Israel de "regime racista cruel e repressor", provocando reação imediata de diversas nações.

"O governo brasileiro tomou conhecimento, com particular preocupação, do discurso do Presidente iraniano que, entre outros aspectos, diminui a importância de acontecimentos trágicos e historicamente comprovados, como o Holocausto", pontuou o Ministério das Relações Exteriores por meio de nota.

O Itamaraty promete manifestar seu descontentamento durante a visita de Ahmadinejad ao Brasil, prevista para 6 de maio.

As declarações resultaram em uma debandada de países que participavam do encontro da ONU e uma declaração antencipada contra o racismo.

Durante a conferência, ele havia dito que, "depois da Segunda Guerra Mundial, (os judeus) recorreram a agressões para deixar sem lar uma nação inteira, sob o pretexto do sofrimento judeu."

Para o Brasil, manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e o tratamento internacional da questão da discriminação.

Washington qualificou o discurso de "vil e odioso", e o Vaticano o considerou "extremista e inaceitável".

(Reportagem de Natuza Nery; Edição de Roberto Samora)




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sábado, março 21, 2009

Caso BATTISTI : jurisprudência sobre EXTRADIÇÃO será revista p/STF

STF quer rever jurisprudência sobre extradição

O presidente do STF, Gilmar Mendes, "esquentou" a pauta de votações da corte da próxima quinta-feira com seis processos de extradição. Será a chance de os ministros discutirem pontos que podem ser importantes para a conclusão do processo do ex-ativista político Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália. Uma das questões que devem ser debatidas é se o presidente da República pode se recusar a dar seguimento a uma extradição mesmo quando ela for autorizada pelo STF. Para que a palavra final não seja do presidente, o tribunal terá de rever sua jurisprudência e tornar obrigatório o cumprimento de decisões judiciais em casos de extradição.

O próprio Gilmar Mendes capitaneia um movimento pela revisão da jurisprudência, para obrigar o presidente a cumprir a determinação do STF. O debate, preparado como uma reação natural às articulações políticas destravadas pelo Planalto, vai ajudar a definir o destino do ex-militante italiano. Isso porque Lula fez chegar ao Supremo o recado de que não mandará Battisti de volta à Itália se tiver de dar a última palavra no caso.

Três processos já julgados pelo STF e aprovados por unanimidade mostram que não será tarefa simples alterar a interpretação da corte sobre o tema. No mais recente, a ministra Cármen Lúcia, relatora do processo do chileno Sebastian Andres Guichard, disse, em 2008, que o presidente da República pode se recusar a extraditar alguém, independentemente da autorização do STF. Em outro caso, do general boliviano Luís Garcia Meza Tejada, o ministro Celso de Mello valeu-se do mesmo argumento em seu voto. O terceiro dos processos é de 1980. "É da competência do presidente da República deliberar sobre a conveniência da pronta efetivação da extradição", afirmou o então ministro Djaci Falcão.

Entre os atuais ministros, a questão é controversa. Um deles avaliou que a recusa de Lula de entregar Battisti, contrariando o STF, colocaria o País numa posição de "segunda categoria" no cenário internacional. Outro, contrário à alteração do entendimento do STF, acha que o caso acabará na Corte de Haia, onde são resolvidos conflitos entre países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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sexta-feira, março 06, 2009

AZEREDO deseja condicionar concessão de refúgio `a apreciação do SENADO

Azeredo quer condicionar concessão de refúgio a autorização do Senado
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), anunciou nesta quinta-feira (5), durante reunião da comissão, a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição destinada a submeter ao Senado futuros casos semelhantes ao da concessão de status de refugiado político ao italiano Cesare Battisti, condenado por quatro assassinatos em seu país.
Segundo a proposta (PEC 3/09), passará a ser competência exclusiva do Senado "apreciar o ato de reconhecimento da condição de refugiado quando o solicitante houver sido condenado à pena de reclusão em país que mantenha relações diplomáticas com o Brasil". O anúncio da proposta foi feito no momento em que se discutia, na CRE, o requerimento de convite ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para explicar à comissão os motivos que o levaram a conceder o refúgio a Battisti.
Na justificação de sua proposta, o senador observa não ser recomendável, em "situações mais complexas", a adoção da "competência monocrática" atualmente atribuída ao ministro da Justiça. Nos casos de indivíduos já condenados à pena de reclusão, como Battisti, o autor julga ser necessária a adoção de maior cautela.
- Muitas vezes as relações diplomáticas com um país amigo podem ser manchadas justamente pela ausência de maior cautela no exame de um único caso - observou Azeredo na justificação da proposta.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação


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