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quinta-feira, julho 24, 2008

Saiu em notícias ,no YAHOO

Ex-inspetor português acha que corpo de Madeleine foi congelado e escondido

Qui, 24 Jul, 10h54
Lisboa, 24 jul (EFE).- O ex-inspetor da Polícia portuguesa Gonçalo Amaral, que investigou o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, expressou hoje seu convencimento de que o cadáver da criança foi congelado e escondido, provavelmente pelos pais.
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Em entrevista ao jornal português "Correio da Manhã", o ex-inspetor, afastado do caso em outubro do ano passado e aposentado antecipadamente, descarta novamente a tese do seqüestro da menina e afirma que foi uma montagem, baseado, principalmente nos testemunhos falsos da mãe, Kate McCann, e de uma amiga desta, Jane Tanner.

Amaral considera provado pela investigação que Tanner mentiu ao contar que tinha visto um homem perto do apartamento com uma menina nos braços na noite de 3 de maio de 2007, quando Madeleine desapareceu do apartamento de um centro turístico do sul de Portugal.

A mae também não disse a verdade, segundo o ex-policial, ao afirmar que, quando chegou ao quarto onde Madeleine dormiu, a janela estava aberta, o que - segundo outros testemunhos e os únicos vestígios achados no local, da própria Kate McCann - era impossível.

Amaral apresenta hoje seu livro sobre o caso, "Maddie - A Verdade da Mentira", no qual insiste em que a menina morreu provavelmente por um acidente e que os pais, que na segunda-feira foram eximidos da condição de suspeitos pela Procuradoria de Portugal, estiveram envolvidos e esconderam o cadáver.

Em suas declarações, volta a indicar diversos comportamentos suspeitos dos pais de Madeleine, em particular que Kate McCann, ao descobrir a ausência da filha, teria deixado o apartamento com a janela aberta enquanto os outros dois filhos, de 2 anos, dormiam no local, para voltar ao restaurante gritando que tinham levado Maddie.

"A teoria de rapto foi forçada pelos pais", ressalta, e lembra que uma família irlandesa disse ter visto naquela noite Gerry McCann com uma menina nos braços perto do apartamento, mas caminhando para a praia e não para a casa de Robert Murat, como Jane Tanner havia dito.

Amaral afirma que Murat, o terceiro suspeito oficial do caso, também eximido da condição de culpado na segunda-feira pela Procuradoria, foi identificado pela amiga dos McCann com uma certeza total.

Além disso, o testemunho da família irlandesa que envolve o pai de Madeleine não foi ratificado, porque, segundo Amaral, as testemunhas se sentiram "pressionadas" pela equipe de assessores dos McCann.

O ex-inspetor português revela que também os investigadores tiveram pressões de vários diplomatas britânicos e até de um assessor do escritório do primeiro-ministro do Reino Unido.

Em relação a suas investigações, admite que não conseguiram encontrar pistas de onde poderia estar escondido o corpo de Madeleine, mas sustenta que deve ter sido congelado e transportado no porta-malas do automóvel alugado pelos McCann quase um mês depois do desaparecimento da filha.

Com o calor, o cadáver congelado pode ter deixado resíduos, que depois foram identificados no veículo por dois cães especialmente treinados da Polícia britânica.

Segundo testemunhas citadas pelo ex-investigador, os McCann teriam aberto o porta-malas para que ventilasse e alegou que tinham transportado lixo e carne congelada no carro, cheiros que, no entanto, não conseguiriam confundir dois cães muito especializados, de acordo com os treinadores ingleses. EFE




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domingo, outubro 22, 2006

Sequestro de bebês

SEQÜESTRO DE BEBÊS (09/03/2003)

Prof. José Maria Nascimento Pereira

Dentre os muitos e variados delitos praticados pelo ser humano, o seqüestro de bebês tem sido divulgado pela mídia com uma certa freqüência. Em sua maioria, os personagens envolvidos nesse tipo de crime pertencem ao sexo feminino, e este é quase sempre praticado dentro de hospitais e/ou maternidades. À primeira vista, crimes dessa espécie têm sido tratados com morosidade, seja pelos órgãos policiais, seja pela justiça, e é cercado, sempre, por um exagerado clima emocional. Do ponto de vista humanitário, esse fato vem revelar uma descomunal falha de caráter da(s) pessoa(s) que pratica(m) tamanho crime. Entretanto, quando examinamos um episódio de tal natureza pelo ângulo jurídico moral, é possível classificá-lo como crime premeditado, por motivo torpe, sem chance de defesa para a vítima, com graves danos sobre terceiros (os pais da criança raptada), e seguido de falsidade ideológica. Existem, ainda, fortes possibilidades de ocorrer um outro agravante conhecido como “formação de quadrilha”, em virtude de que são necessárias outras pessoas que dêem “apoio logístico” para a realização de um crime dessa natureza, facilitando a fuga do “raptor” e transferência da condução da vítima a fim de evitar o flagrante. Dessa perspectiva, é inevitável que a justiça venha a identificar a natureza delituosa como um crime, e até mesmo como HEDIONDO! Assim, chegamos a entender que o rapto de bebês pode ser visto e julgado como um crime TRIPLAMENTE QUALIFICADO. Senão vejamos: 1) Premeditação ou crime sob encomenda: Sabe-se que existem organizações internacionais que praticam o TRÁFICO de bebês, seja para adoção ou para venda de órgãos para transplantes.2) O motivo é TORPE sob toda e qualquer razão, sendo imoral tentar admitir que “os fins possam justificar os meios”. 3) Há uma vítima INDEFESA À MERCÊ DE UM ADULTO com propósitos criminosos e de coerção irresistível. 4) Entre os graves danos causados a terceiros, destaca-se a frieza de ação do seqüestrador, que SUBTRAI o filho recém nascido do convívio biologicamente insubstituível de sua mãe legítima, ainda em início de puerpério, com altos riscos de provocar um SURTO PSICÓTICO, e com grandes probabilidades de estragos emocionais em todo o grupo familiar, vítima do rapto em questão. 5) Por fim, vem o aspecto social do crime de falsificação da identidade da criança com “LAÇOS DE PARENTESCOS” INVERÍDICOS, danificando a identidade familiar daquela criança inocente e indefesa. Vemos, assim, o tamanho da ação de uma pessoa sem caráter, COVARDE E OPORTUNISTA que, usando de frustrações pessoais, invade e tripudia o direito de cidadania de outra mulher, para roubar-lhe o filho que foi concebido, gestado e parido com tanto amor e sacrifícios pessoais.