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quarta-feira, outubro 21, 2009

Ciro,Dilma ,Lula e "quejandos" : "Farinhas" do mesmo SACO

Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 21/10/2009 9:10

Acordo PT-PMDB deve tirar Ciro da corrida pelo Planalto

Dentro do Palácio do Planalto já existe uma certeza: o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não disputará a corrida presidencial contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Oficialmente, Ciro manterá a candidatura à Presidência até os primeiros meses do próximo ano, mas seu destino eleitoral já está definido e será a disputa pelo governo de São Paulo, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.

A retirada da candidatura não será feita com antecedência por razões estratégicas. Primeiro, o próprio Lula quer esperar pela consolidação do nome de Dilma. A expectativa é de que as viagens da ministra, como a feita ao lado do presidente e de Ciro por cidades do Rio São Francisco, já comecem a produzir efeito, refletindo nas pesquisas eleitorais.

Além disso, o governo entende que a presença momentânea de Ciro como fator favorável, pois tem disputado intenção de voto nos mesmos segmentos que o governador de São Paulo, José Serra, (PSDB), principal pré-candidato da oposição. Ele também tem assumido o debate crítico contra o tucano, o que ajuda na campanha governista.

No entanto, existe uma condição clara para que esse movimento se concretize. Dilma precisa ultrapassar Ciro nas pesquisas. "Se ela não decolar, ele disputa a Presidência", avisa um dirigente do PSB.

Outro claro sinal da sintonia com o Planalto é que Ciro e os dirigentes do PSB nem sequer têm se movimentado para atrair o apoio de outros partidos. Sem alianças, terá pouco tempo de propaganda eleitoral. Na prática, Ciro e seu partido têm acompanhado com serenidade o movimento de Lula e Dilma para fecharem acordo com todas as outras legendas da base governista, sem se apresentarem como alternativa.

Bloquinho

PDT e PCdoB, que se aliaram ao PSB para formar o chamado "bloquinho" na Câmara, também apostam na desistência de Ciro da corrida presidencial. "Em poucos dias, boa parte dos partidos mais à esquerda deve anunciar o apoio à candidatura de Dilma", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Ciro em 2002. "Nesse cenário, ficará somente com o PSB e a tendência é de que seja candidato em São Paulo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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terça-feira, outubro 13, 2009

Declaração do Gov.AÉCIO : PSDB sem pressa em definir candidatura a presidente

PSDB não tem pressa em definir candidatura, diz Aécio
2 horas, 47 minutos atrás
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje não acreditar que a demora dos tucanos em definir o candidato à Presidência da República venha prejudicando o partido em relação à disputa de 2010. "Nós, do PSDB, não estamos nessa pressa toda de nos definirmos. Nisso, eu e o governador (de São Paulo, José) Serra estamos absolutamente afinados", afirmou.

Ele avaliou que a demora na definição tem causado muito mais problemas na esfera do governo do que na oposição, à medida em que o governo enfrenta a discussão das candidaturas de uma senadora que saiu do PT, caso de Marina Silva (PV-AC), de um aliado do governo que vem se colocando de forma consistente como candidato (Ciro Gomes, PSB-CE) e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome apoiado pelos petistas.

Aécio diz que pretende conversar, possivelmente no próximo final de semana com José Serra, além da direção nacional do partido, em um evento marcado para Goiânia (GO), sobre os rumos que os tucanos irão adotar.

Mas ele manteve a defesa das prévias para a definição da candidatura. "Acho que está no momento de o partido dar sinais mais claros do que irá fazer. No que depender de mim, teremos uma consulta ampla às bases do partido". Ele diz que ainda não tomou nenhuma decisão sobre um pedido de licença do governo para uma série de viagens pelo País.

Para o governador mineiro, o processo de definição dos partidos, tanto do ponto de vista dos aliados do governo quanto da oposição, está longe de ser concluído. "Estou absolutamente tranquilo. Acho que estamos fazendo o que devemos fazer", afirmou.

Quanto à participação do PMDB na composição de forças, até mesmo em nível estadual, o governador disse acreditar que a tendência do partido será a de valorizar as suas posições regionais, independente do caminho que adotar no campo nacional.

"Temos de respeitar o caminho que o PMDB tomar no campo nacional, mas continuo acreditando que, se o PMDB é hoje fortíssimo para a governabilidade do País, é porque privilegiou sempre suas situações regionais, possivelmente até com prejuízo de uma grande unidade nacional. O privilégio das situações regionais é que permitiu ao partido construir grandes bancadas tanto na Câmara quanto no Senado, e acho que isso irá prevalecer."


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terça-feira, setembro 29, 2009

Minista DILMA espera cautela sobre recomendação do TCU

Dilma espera cautela sobre recomendação do TCU
1 hora, 26 minutos atrás
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que espera que o Congresso tenha cautela ao analisar a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de paralisação de 13 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Temos de ter cuidado com a suspensão de obras. O que o TCU fala é indício de irregularidades. O Congresso tem sido cauteloso nisso, porque as obras paralisadas ficam mais caras quando são retomadas", afirmou a ministra, na saída da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Itamaraty.

Dilma disse que "ninguém" compactua com irregularidades, e que é preciso resolver os problemas apontados pelo TCU. Ela espera que o tribunal converse com a diretoria da Petrobras sobre os indícios de irregularidades apontados nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e de adequação da refinaria presidente Getúlio Vargas, no Paraná. "Acho que é necessária uma discussão do TCU com a Petrobras."

Dilma relatou que, em recente encontro com o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, tomou conhecimento do relatório, que mostra que as obras do PAC apresentam menos problemas que obras de outros programas, de outras esferas do governo. Isso porque, segundo a ministra, no entendimento de Aguiar o programa já passa por avaliação prévia do governo.

"O PAC tem quase 2 mil obras. Sempre que o TCU diverge sobre alguma delas, a gente esclarece. Algumas vezes concordamos, outras discordamos. O que é preciso é sempre termos o direito de resposta, o contraditório. E acho que dessa vez não vai ser diferente", afirmou.


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Sen.MARINA acusa Lula de antecipar campanha eleitoral

Marina acusa Lula de antecipar campanha eleitoral
Seg, 28 Set, 08h04
A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (AC), e o vice-presidente nacional de seu partido, o vereador Alfredo Sirkis, acusaram hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter antecipado em um ano a campanha eleitoral, ao lançar, em janeiro, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como nome do PT a sua sucessão. Segundo eles, a manobra provocou desorganização e paralisia na gestão da administração pública.

Marina e Sirkis preferiram criticar a iniciativa do presidente Lula a falar sobre conversas do PV com outros partidos na tentativa de estabelecer alianças para o ano que vem. Eles evitaram polemizar sobre as dificuldades que o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), pré-candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, passou a enfrentar depois que Marina se filiou à legenda. Desde então, o PSDB do Rio, que apoiava Gabeira, passou a considerar a possibilidade de lançar o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PSDB), para disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB) e, com isso, oferecer no Rio palanque único para o candidato tucano à Presidência.

"Infelizmente, no Brasil, nós terminamos a eleição de presidente e governador, começa a se discutir a de prefeito e vereador, e depois volta para presidente e governador novamente. Isso é um prejuízo para a gestão pública, como se fosse uma paralisia que acontece a cada dois anos no País", afirmou Marina, após participar de solenidade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na qual ganhou o título de cidadã honorária da cidade. "Acho que não é correto que a gente antecipe a disputa eleitoral, a eleição, de uma forma assim tão precoce", disse a senadora.


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sexta-feira, setembro 25, 2009

Insatisfeitos c/ DILMA,aliados buscam palanque TUCANO

Insatisfeitos com Dilma, aliados buscam palanque tucano

Sex, 25 Set, 10h30
Insatisfeitos com o apoio à pré-candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, parlamentares da base do governo vão mudar de legenda até 3 de outubro para dar palanque nos seus Estados ao candidato do PSDB, seja ele José Serra ou Aécio Neves. Nos próximos dias, os tucanos esperam garantir espaço relevante no Espírito Santo, Acre e Rondônia, lugares em que o PT vem montando chapas fortes para ajudar a ministra da Casa Civil.



Hoje o comando do PSDB estará em Rondônia para a filiação do senador Expedito Júnior, que deixou o PR - da base do governo Lula - para apoiar o presidenciável tucano. "Ficaria numa situação complicada com o PR apoiando a Dilma", argumenta o senador.

A deputada federal Rita Camata (ES) confirmou ontem que está prestes a sair do PMDB. Vice na chapa de Serra em 2002, ela tem sido procurada pelo governador paulista para se filiar ao PSDB. Em troca, poderá disputar o Senado - cargo que não teria chances de concorrer pelo PMDB, que vai lançar o governador Paulo Hartung.

Outra razão para ela tentar mudar de Casa no Congresso é que seu marido, o senador Gerson Camata, encerra seu mandato e não pretende continuar na política. "Eu não decidi ainda a mudança. Sempre fui do PMDB, mas tem horas que a gente precisa tomar algumas decisões importantes."

A campanha de Rita ao Senado abriria espaço para fortalecer uma eventual candidatura tucana no Espírito Santo, onde o PSDB quer lançar o deputado Luiz Paulo Velloso Lucas para governador. No Estado, o PMDB já fechou com o PT para lançar o vice de Hartung, o peemedebista Ricardo Ferraço, ao governo, garantindo um forte palanque para Dilma.

Outro que deve mudar de partido para ajudar a candidatura tucana é o senador Geraldo Mesquita, do PMDB do Acre. Ele avalia proposta para se filiar ao PSDB e propõe a criação de uma frente parlamentar a favor do governador paulista. "O PMDB deveria ter um programa nacional, e não se contentar em ser a noiva da eleição. Vai se conformar com um papel secundário", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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quarta-feira, setembro 23, 2009

26 milhões de reais sob suspeita na Petrobrás ,segundo Tribunal de Contas da União

Por Leandro Colon, Agencia Estado, Atualizado: 22/9/2009 23:12

R$ 26 mi em convênios da Petrobras sob suspeita

Três convênios no valor de R$ 26 milhões da Petrobras com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), celebrados entre 2004 e 2007, estão sob suspeita, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) concluído anteontem. A auditoria levanta ainda problemas graves em mais 26 contratos com outras entidades. A documentação já chegou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a estatal.

Ontem, senadores ouviram o gerente de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa, que comanda distribuição de patrocínios da estatal. O conteúdo desse novo relatório do TCU não foi discutido na sessão, mas o gerente negou qualquer falha na distribuição dos recursos da empresa. "Nosso critério é técnico", disse.

A Petrobras repassou, por exemplo, R$ 15 milhões para a CUT alfabetizar 140 mil trabalhadores entre 2004 e 2005, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte do dinheiro seria usada para comprar 100 mil kits de cadernos, estojos, borrachas, lápis e apontadores. "Não consta comprovação de que esse material foi entregue aos alfabetizandos e, o mais importante, utilizado por eles, considerando-se o elevado volume de kits adquiridos", afirmou o TCU.


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terça-feira, setembro 15, 2009

Confronto deixa 4 feridos em protesto contra LULA

Confronto deixa 4 feridos em protesto contra Lula
Seg, 14 Set, 07h48
Quatro arrozeiros ficaram feridos em confronto com a Polícia Militar em frente ao parque Anauá, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou a agenda em Roraima hoje. O líder dos arrozeiros, o empresário Paulo César Quartiero, levou cinco pontos na cabeça. Segundo o comandante da Polícia Militar de Roraima, coronel Waney Raimundo Vieira Filho, os quatro serão presos ao saírem do hospital por desacato a autoridade, desobediência e resistência à prisão.

"Estamos aqui lutando para não entregar nosso Estado aos indígenas e o presidente Lula já está planejando outra demarcação", reclamou Quartiero pela manhã, quando foi realizada a primeira manifestação do dia, em frente ao aeroporto de Boa Vista. Na manifestação à tarde, quando o empresário foi ferido por um cassetete de um policial, ele segurava um cartaz escrito "Pela desintrusão dos ecoparasitas".

Quartiero foi o líder das manifestações de protesto pela demarcação das terras contínuas indígenas da reserva Raposa Serra do Sol. Foi preso em uma das manifestações e, quando solto, foi recebido em festa pela população de Roraima. O fazendeiro é ex-prefeito de Pacaraima, cidade a 250 km da Capital, e é dono de duas das maiores fazendas de produção de arroz de Roraima.

Cerca de 50 pessoas vestidas de preto, levando balões de gás pretos e sacolas com ovos, gritavam palavras de ordem como "Fora Lula entreguista" em frente ao aeroporto de Boa Vista. No aeroporto, indiferente à manifestação, o presidente inaugurava obra de ampliação feita com verba de R$ 9 milhões do PAC.


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sexta-feira, setembro 11, 2009

Deputado Marcelo Itagiba que CPI p/ a compra de aviões à França

Deputado quer CPI para investigar compra de caças
Sex, 11 Set, 03h19
O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) anunciou hoje que vai começar a recolher assinaturas para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as recentes compras de equipamentos militares, fechadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. O parlamentar quer saber quem são os intermediários da operação e pretender apurar se algum integrante do Ministério da Defesa ficou hospedado na casa de um dos fornecedores do armamento, durante visita à França.

"Estamos falando de bilhões de dólares", disse Itagiba. "E para gastar bilhões de dólares, precisa justificar. E também dizer o porquê da escolha. Não houve licitação."

Pelos acordos assinados, o Brasil comprará da França quatro submarinos convencionais Scorpène, um casco para o submarino nuclear, um estaleiro para construí-los, uma nova base para operá-los, peças sobressalentes, armamentos (como torpedos), softwares e 50 helicópteros. Os dois países também abriram negociações para a compra, pelos brasileiros, de 36 aviões de caça Rafale, fabricados pela empresa francesa Dassault. Ao todo, os negócios militares Brasil-França preveem um gasto, nos próximos 20 anos, a cifras de hoje, de 12,5 bilhões de euros - R$ 32,7 bilhões.

O parlamentar também considerou estranho que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, "desautorizasse" o presidente Lula, dizendo, no dia seguinte ao anúncio do fechamento do negócio dos Rafale, afirmando que as negociações ainda estavam abertas. "Hoje os jornais dizem que o caça está escolhido politicamente, não tecnicamente", declarou. "Isso está o samba do crioulo doido."

Para constituir uma CPI na Câmara, é necessário ter, no mínimo, 171 assinaturas de apoio. Itagiba disse não ter "bola de cristal" para prever quando conseguirá o número de apoios necessários.


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segunda-feira, setembro 07, 2009

Lula : "o povo deve pressionar o congresso a apoiar o Pré-sal"

Por Tânia Monteiro, Agencia Estado, Atualizado: 6/9/2009 20:30

Lula pede para povo se mobilizar em defesa do pré-sal

Uma semana depois de fazer um discurso pró-estatista e defender maior presença do governo no controle dos negócios com o petróleo do pré-sal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um pronunciamento em cadeia de rádio e TV pedindo que os brasileiros se "mobilizem" e pressionem deputados e senadores para que os "interesses menores" da oposição não vençam no Congresso e "retardem ou desviem a marcha do futuro".

O pronunciamento alusivo aos 187 anos da Independência foi integralmente usado para fazer um alerta em tom de ameaça: se o Congresso não apoiar o modelo da partilha na exploração do pré-sal, proposto para aprovação do Congresso em quatro projetos de lei, a "riqueza do pré-sal" vai "escapar das mãos dos brasileiros" e deixar de ser um instrumento "para pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza".

Seria "um erro grave", disse Lula, usar no pré-sal o modelo da concessão, adotado em 1997, "quando não sabíamos da existência de grandes reservas e o País não tinha recursos para explorar seu petróleo". A partilha, acrescentou, "garante que o Estado e o povo continuem donos da maior parte do petróleo e do gás mesmo depois da extração". O modelo novo "impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável os recursos" do pré-sal, afirmou o presidente, repetindo que o dinheiro irá para "a educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio ambiente e combate à pobreza".

A área ambiental só entrou no rol dos gastos depois que a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) deixou o governo e o PT e criticou o Planalto e a pré-candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), por lançarem programas de desenvolvimento da infraestrutura sacrificando por exemplo as normas de controle de desmatamento. Como no discurso da segunda-feira retrasada, quando foi anunciado o marco regulatório do pré-sal, Lula repetiu hoje as três diretrizes básicas: 1) a partilha é para manter o petróleo e o gás nas "mãos do povo"; 2) o Brasil não será um exportador de óleo cru; deve agregar valor industrial ao petróleo e exportar os derivados; 3) "não vamos nos deslumbrar e sair por aí torrando dinheiro em bobagens".

No pronunciamento à Nação, Lula repetiu 14 vezes a ideia de que se o Congresso não escolher "o melhor (modelo) para o Brasil", a exploração das "gigantes jazidas de petróleo e gás do pré-sal" vai comprometer "o futuro de nossos filhos e netos", não vai manter a riqueza "nas mãos dos brasileiros" e não vai "trazer progresso para o povo". A palavra "futuro" foi usada sete vezes; "independência" e "nova independência", quatro vezes; "riqueza", outras quatro; além de ter usado três vezes o termo "soberania".

Como no início da semana passada, Lula voltou a associar a riqueza do pré-sal a uma chance do País para celebrar "uma nova independência". Pediu que a sociedade e o Congresso não fiquem "presos a dogmas, modelos fechados e falsas verdades", e acrescentou que apesar de "acreditar no livre mercado, (acredita) também no papel do Estado como indutor do desenvolvimento".

Encerrando o discurso com uma frase de efeito, o presidente disse: "A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia a dia. A reinvenção permanente de uma Nação. A caminhada segura e soberana para o futuro".

As reservas do pré-sal já haviam sido objeto do pronunciamento oficial no 7 de Setembro do ano passado. Em 2008, Lula disse que "vislumbrava" um novo futuro com as reservas descobertas e prometeu que os recursos seriam canalizados, "prioritariamente, para a educação e a erradicação da pobreza".

Lula admitiu, hoje, que ainda não se pode dizer com exatidão quantos bilhões de barris de petróleo existem no pré-sal. Ao fazer uma descrição didática da província petrolífera, afirmou que as reservas se espalham por uma área do tamanho do Estado do Ceará, com as jazidas ficando embaixo de uma lâmina d'água e de uma camada de sal que, em alguns pontos, a profundidade "corresponde a dez morros do Corcovado empilhados.


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domingo, setembro 06, 2009

PT pretende lançar RÁDIO e TV na Web,na campanha pró Dilma

PT vai lançar rádio e TV na web para alavancar Dilma
Dom, 06 Set, 09h35
Mesmo sem a certeza da aprovação pelo Congresso do projeto que regulamenta uso eleitoral da internet, o PT já começa a tirar do papel um de seus principais projetos nessa área. Em mais um sinal de que está decidida a tirar proveito da rede mundial de computadores na corrida presidencial de 2010, a direção nacional do partido decidiu criar uma emissora online de rádio e televisão.

Apesar de surgir como um canal institucional de comunicação, o projeto ajudará desde já a melhorar a exposição da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na rede. Além disso, reconhecem dirigentes da sigla, é uma chance de testar o potencial de ferramentas online que poderão ser replicadas pela campanha petista na eleição de 2010.

A estratégia ainda está em fase de desenvolvimento, mas a pretensão do PT é ir além da simples publicação de vídeos em seu site na internet, fórmula que já existe nas páginas de vários partidos políticos. A ideia é, no longo prazo, cobrir "todo o dia a dia do PT", por meio da produção de reportagens, cobertura de eventos, entrevistas e transmissões ao vivo, de forma a preencher uma grade completa de programação voltada aos internautas.

O partido já encomendou equipamentos para montar um estúdio completo dentro do prédio que abriga a sua sede nacional, em Brasília. Parte da equipe da emissora será montada por meio da ampliação do atual quadro de funcionários na área de comunicação. Mas uma parcela do conteúdo será produzida por meio de um contrato de terceirização com uma empresa especializada. O plano é iniciar as transmissões, ainda num formato mais tímido, entre novembro e dezembro.

Até o fim deste ano, a expectativa da direção partidária, é de gastar R$ 150 mil na iniciativa. O montante, de acordo com petistas, servirá apenas para "dar a largada" no projeto. A próxima direção da sigla, que será escolhida na eleição interna agendada para novembro, vai definir os valores que serão aplicados no projeto durante o ano eleitoral e dali em diante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Questão ambiental na paota de CIRO e de AÉCIO!

Aécio e Ciro incluem questão ambiental na pauta
Sáb, 05 Set, 09h15
Após a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), mais dois pré-candidatos à Presidência - o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) - ajustaram nesta semana o foco para as questões de meio ambiente. O tucano, com viagem marcada à Amazônia, disse ontem em Belo Horizonte que "qualquer pessoa que queira pensar o Brasil com seriedade para as próximas décadas tem de incluir a questão da sustentabilidade no seu programa". Ciro, no Rio, declarou que em 2010 discursos e planos de governo terão de dar "conteúdo" ao termo sustentabilidade.

O tema ganha destaque na mesma semana em que a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva trocou o PT pelo PV, com o plano de disputar a Presidência. Na quarta-feira, Dilma, nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sucessão, havia defendido o respeito aos mananciais e ao meio ambiente, em discurso no Itamaraty. "No centro da vida estão nossos rios."

Na véspera do Dia da Amazônia, após assinar decreto que regulamenta a nova Lei Florestal do Estado, Aécio disse ontem que o desafio é encontrar fórmulas de desenvolvimento sustentável. Falou, ainda, de desmatamento. "Não diria que temos motivos para comemorar, mas temos hoje instrumentos que não tínhamos para fiscalizar, punir e inibir o desmatamento, o que já vem ocorrendo", afirmou. "O Brasil, por mais que desmate muito além do razoável, vive um processo, segundo os últimos dados, de redução do desmatamento. É positivo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Venezuela, um país diividido ?

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 5/9/2009 17:37

Divididos, venezuelanos marcham contra e a favor de Chávez

CARACAS (Reuters) - Milhares de pessoas marcharam neste sábado na Venezuela, mostrando que, depois de mais de dez anos sob comando do presidente Hugo Chávez, a sociedade do país produtor de petróleo continua rachada.
Os lemas mudam, mas os motivos continuam os mesmos: uns defendem as radicais mudanças políticas e econômicas que o presidente esquerdista impôs, enquanto outros denunciam que o ex-militar é uma ameaça para a democracia, e seu governo, um nicho de corrupção.
Enfrentando a primeira contração econômica após um período de bonança baseado no petróleo e meses depois de ganhar um referendo que eliminou os limites a sua reeleição, Chávez redobrou o ritmo de sua "revolução socialista", com profundas e polêmicas reformas legais que têm atemorizado seus adversários.
A mais controversa foi a nova Lei de Educação aprovada no mês passado pela Assembleia Nacional e que, segundo a oposição, permitirá ao governo ideologizar as crianças e impor um sistema escolar inspirado na Cuba comunista.
Tremulando bandeiras nacionais e com cartazes que diziam "Marcho pelos meus filhos: não nos calarão", milhares de opositores vestidos de branco percorreram várias avenidas da capital venezuelana até a sede do Ministério Público, que acusam de seguir as ordens do presidente.
"Chega de Chávez. O país não pode continuar como está, destroçado e presenteando os nobres e tudo caindo aos pedaços", afirmou Armando Rodríguez, um engenheiro de 50 anos que estava sob o forte sol do meio-dia.
Na véspera das manifestações, foram realizadas dezenas de concentrações em várias cidades do mundo respondendo a uma convocação com o lema "Chávez, não mais", divulgadas através de sites como o Facebook e o Twitter para protestar contra a política externa do presidente, acusado de interferir nos assuntos de outros países.
Já os seguidores do mandatário, vestidos de vermelho, concentraram-se diante do Ministério das Relações Exteriores, a centenas de metros da manifestação opositora, para defender a nova política educativa e acusar seus adversários de "vender a pátria ao império norte-americano".
"Essa é uma lei que assegura a inclusão, os direitos dos cidadãos, uma educação livre e de qualidade, uma lei que democratiza a universidade venezuelana", disse Douglas Torres, estudante de uma instituição estatal de ensino superior.
Há duas semanas, um protesto em Caracas contra a reforma da educação terminou em confrontos com a polícia, que dispersou os manifestantes com gás lacrimogêneo quando tentavam superar uma barreira que marcava o fim do percurso autorizado.
(Por Eyanir Chinea)


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terça-feira, setembro 01, 2009

Sen. MARINA SILVA critica LULA p/ medida provisória *MP 458"

Marina critica Lula por MP que regula terras na Amazônia
Ter, 01 Set, 09h45
Um dia depois de oficializar sua filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) deu sinais ontem sobre o tom do discurso que poderá adotar numa eventual campanha presidencial, atingindo em cheio o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina criticou o governo na área ambiental após seu desligamento do ministério. "Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída. A medida provisória (MP) que transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso."

A senadora referiu-se à MP 458, aprovada neste ano, para regulamentar a situação fundiária na Amazônia Legal. Na época, ainda filiada ao PT, ela foi contra o texto. Ontem, Marina voltou a carga contra a medida e afirmou que a decisão do governo poderá levar a um aumento do desmatamento na Amazônia. "O desmatamento corre sério risco de crescer", afirmou ela, em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, exibido ontem à noite.

A senadora também citou outro caso em que considera ter ocorrido um prejuízo ao trabalho que vinha sendo conduzido por ela à frente do ministério. "Algumas outras pedras, como a proteção do patrimônio espeleológico do Brasil, que são as nossas cavernas, isso já retrocedeu", disse.

Apesar do discurso afiado contra o governo, de um aumento de sua exposição à mídia nos últimos dias e do clima de lançamento de sua candidatura anteontem no evento de filiação ao PV, Marina repetiu que não está nada decidido sobre uma candidatura à Presidência da República. "Candidatura é algo a ser discutido em 2010", disse. Indagada após a entrevista pelos repórteres se apoiaria o PT num eventual segundo turno, depois de toda a sua trajetória no partido, Marina desconversou. "Por que você está eliminando meu partido no primeiro turno? Não tem sentido sua pergunta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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domingo, agosto 30, 2009

Senadora Marina Silva,lança candidatura á presidênciapeleo PARTIDO VERDE

Marina Silva reforça busca do PV por refundação de olho em 2010

Dom, 30 Ago, 06h12
Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A senadora Marina Silva (AC) oficializou sua entrada no Partido Verde neste domingo, mas evitou anunciar uma candidatura quase certa à Presidência da República pela legenda em 2010, afirmando que o PV precisa antes reformular seu programa político e sua estrutura partidária.

Com um discurso que emocionou uma série de militantes do partido neste domingo, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008 fez críticas ao modelo de desenvolvimento adotado pela gestão do PT, que foi seu partido por 30 anos.

Segundo ela, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva deveria, por exemplo, exigir contrapartidas ambientais nos programas de incentivo à economia --como a redução de impostos para a indústria automotiva e perdão de dívidas de grandes produtores rurais.

"O Brasil conseguiu equilíbrio econômico e isso foi fruto da iniciativa do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e foi consolidado por Lula... mas não podemos continuar crescendo na mesma direção que estamos crescendo", afirmou Marina, acrescentando que o PV "não está dizendo que não se pode ter desenvolvimento, mas que esse desenvolvimento se dê de forma sustentável".

Ela defendeu ainda uma "segunda fase" do programa Bolsa Família do governo federal, focada na inclusão produtiva dos beneficiários "para que a pessoa não se sinta dependente do Estado".

A assinatura do termo de filiação da senadora ao PV aconteceu em uma luxuosa casa de eventos de São Paulo, com a presença de cerca de mil militantes e simpatizantes do partido que gritavam "Brasil, Urgente, Marina Presidente".

Acompanharam a cerimônia os principais nomes da legenda, como o deputado federal Fernando Gabeira (RJ), o presidente do PV do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, o presidente nacional do partido, José Luiz Penna, e também figuras do movimento ambientalista, como a filha de Chico Mendes, Elenira Mendes.

No discurso antes da assinatura do termo, a senadora lembrou Mendes, ambientalista assassinado no final da década de 80, e figuras políticas internacionais como Martin Luther King e Nelson Mandela.

"Estou saindo para fazer outra casa, mas para morar na mesma rua... Não é errado ter diferentes interesses. Nós precisamos de lideranças multicêntricas para questões multicêntricas", defendeu.

Antes do discurso de Marina, Gabeira afirmou que o objetivo estratégico do partido é trabalhar a redução das emissões de carbono, mas que a legenda vai trabalhar em outros temas como violência urbana, ética na política e geração sustentável de energia.

O conteúdo programático do partido para as eleições de 2010 e de longo prazo deve ser definido até novembro, antes da próxima reunião da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro em Copenhague, na Dinamarca, disse Sirkis. Depois disso, em meados do primeiro semestre do próximo ano é que a candidatura de Marina seria oficializada.

"Não existe tática de ocultamento de candidatura. Não achamos certo essa precipitação pelo governo da campanha de 2010 desde o início de 2009. (A decisão de anunciar apenas em 2010) é também uma posição de resguardo da senadora", afirmou Sirkis em entrevista coletiva à imprensa.

CHOQUE FEMININO E ALIANÇAS

Marina Silva deixou o governo em 2008 depois de entrar em choque com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a favorita de Lula para disputar sua sucessão. O desentendimento ocorreu por causa de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como as usinas do rio Madeira, na Amazônia.

Ela também foi alvo de críticas pelo rigor na concessão de licenças ambientais pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para essas e outras obras.

Mas neste domingo, Marina rejeitou "papel de vítima" e evitou comentar sobre o confronto, afirmando que a "sociedade ainda tem visões diferentes sobre desenvolvimento e isso está no governo também". Ela aproveitou para citar que durante sua gestão o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 57 por cento.

Na fala de Marina e dos caciques do PV a possibilidade de alianças com diferentes partidos em várias regiões para as eleições de 2010 não é rejeitada, algo que é visto com preocupação pelo Palácio do Planalto diante de uma associação dela com o PSDB em um eventual segundo turno, conforme afirmou à Reuters uma fonte próxima de Lula na semana passada.
Atualmente, o PV integra a coalizão do governo Lula e também a base de sustentação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), favorito nas pesquisas de intenção de voto e principal oponente de Dilma.
E, apesar da promessa de depuração de um partido criticado por não seguir uma linha política clara, Marina afirmou que "alianças heterogêneas existem em todos os partidos e isso não é privilégio do PV". E o presidente da legenda, José Luiz Penna reforçou que a aliança preferencial é com as "sociais democracias e o país tem uns cinco partidos assim".
Na avaliação do PV, alianças são possíveis se fizerem sentido com o conteúdo programático que será definido em torno do desenvolvimento sustentável até novembro.
"Um partido pequeno tem dois caminhos. Ou se torna partido de protesto ou tenta emplacar aspectos de seu programa em coligações", afirmou Sirkis. "Estão cobrando algo do PV que não se cobra de nenhum partido."
Sobre o saneamento dos quadros do partido, quem deu o tom de reforma com a chegada de Marina Silva foi Gabeira.
"Não tem sentido ter em nosso partido pessoas que não são comprometidas com nosso programa. Precisamos levantar a bandeira da ética na política. Em 2002, chegamos apoiando o PT com essa bandeira e hoje temos um governo moralmente frouxo e um Congresso apodrecido."
(Edição de Eduardo Simões)



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quinta-feira, agosto 27, 2009

SARNEY propõe pacificação do Senado

Sarney: 'O meu cartão é o cartão branco, cartão da paz'
Qua, 26 Ago, 08h04
"O meu cartão é o cartão branco; o cartão da paz." Com esta frase e no comando de uma pauta burocrática, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentou imprimir hoje um clima de normalidade à sessão ordinária da Casa e pôr fim à crise que há mais de dois meses toma conta dos discursos dos senadores em plenário. No dia seguinte ao gesto teatral do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que empunhou um cartão vermelho na tribuna do Senado para defender a renúncia de Sarney, as votações se restringiram à aprovação de nomeações de autoridades. Mas, pelo menos, ninguém subiu à tribuna para pedir o afastamento de Sarney. Sarney, que até então era apenas presidente de direito do Senado, pode exercer a presidência.

Presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE) deixou claro que a oposição está disposta a dar uma trégua ao presidente do Senado. Na sessão deliberativa de hoje à tarde, o tucano cobrou de Sarney declarações feitas na semana passada, ocasião em que o presidente do Senado culpou a oposição, em particular o PSDB, pela crise na Casa. "O PSDB jamais conspirou contra o mandato de V.Exa. Considero injusta e equivocada a afirmação de que o PSDB está na origem dessa crise", reclamou Guerra. "O PSDB não teve nenhuma responsabilidade na origem dessa crise. Se naquela hora fui induzido pelo repórter a dizer isso, eu peço desculpas", respondeu Sarney, encerrando a polêmica.

Desde que foi absolvido pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que arquivou 11 ações contra ele, Sarney pôde respirar tranquilo hoje pela primeira vez ao presidir uma sessão do Senado. Além de não ouvir pedidos para que se afaste do cargo, Sarney pôde presidir uma sessão aparentemente tranquila, em que foram votadas as indicações de dois embaixadores, um diretor da Agência Nacional de Águas e a indicação de um integrante do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"Votar uma pauta burocrática não é sinal de que tudo voltou ao normal", afirmou o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Ex-presidente do Senado, Garibaldi disse que a Casa só voltará à normalidade quando forem votadas matérias polêmicas e complexas. "Mas isso fica difícil de acontecer nesses momentos porque implica em negociações, onde o árbitro é o presidente da Casa", observou. "Acho que temos que nos concentrar no trabalho. O espetáculo deve cessar. Tivemos muitas manifestações heterodoxas de todos os lados. Esta na hora de acabar o recreio e começar o trabalho sério", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).

Segundo ele, o presidente Sarney deverá ler, na próxima semana, o texto da Medida Provisória 462, que garante o repasse de R$ 1 bilhão para o Fundo de Participação dos Municípios. Esta MP foi aprovada na Câmara antes do recesso parlamentar, mas até hoje não teve sua tramitação iniciada no Senado. Pelo regimento do Senado, só depois de lida em plenário, a MP começa a tramitar na Casa.

Na tentativa para que o Senado volte a trabalhar, o líder do PSB, senador Antonio Carlos Valadares (SE), subiu hoje à tribuna para criticar os líderes aliados e cobrar sua presença no plenário. "Se as coisas não estão andando, a culpa não é da oposição. A oposição está no seu papel ao obstruir as votações", disse o socialista. "Quem não está aqui é o governo. Apenas eu estou aqui. Sou vice-líder do governo e líder do PSB, mas estou querendo que meus companheiros estejam aqui comigo", afirmou Valadares. Ele cobrou a presença nominalmente dos líderes do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC); e do PT, Aloizio Mercadante (SP), além de Jucá. "Legislar nesta Casa tem sido uma exceção", avaliou Valadares, ao observar que falta "integração entre o PT e a liderança do governo" para que a pauta ande.

Há dois dias, os senadores de oposição se recusaram a participar de reunião com Sarney para definir a pauta de votações do Senado. Prometeram também obstruir as sessões de votação. O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), argumentou que o partido estava "desconfortável" e não queria votar nenhum projeto polêmico. Desde que voltaram do recesso parlamentar, no início de agosto, os senadores não votaram nenhuma proposta mais complexa, a não nomeação de embaixadores e ratificação de acordos de cooperação econômica internacional.




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terça-feira, agosto 25, 2009

O que o Governo teme mais é o "EFEITO MARINA no 2º turno ! ! !

Governo teme mais : "efeito Marina" em 2o turno de 2010 !  !  !
Ter, 25 Ago, 06h49
Por Natuza Nery

BRASÍLIA (Reuters) - O Executivo está fazendo projeções e analisa com frios na barriga os riscos potenciais da candidatura Marina Silva. Eis o mais temido deles em avaliações reservadas: ver a ex-ministra ao lado do PSDB num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff, nome do governo.

Marina embarca no Partido Verde no próximo dia 30, aumentando as altas cotações de que está de corpo e mente na disputa de 2010.

"Ela ou deve ser oposição ou independente no segundo turno", disse uma fonte do governo bastante próxima ao presidente. "Acho difícil ela apoiar a Dilma", completou a fonte, sob condição do anonimato.

Seus passos sugerem que, ao menos no primeiro turno, ela não seria oposição, nem governo.

O perigo que Marina encarna para o Planalto neste momento está menos nos votos que ela pode tomar de Dilma e mais em uma aproximação de ocasião com os tucanos. Tudo dependerá do discurso dos candidatos-pólo sobre desenvolvimento sustentável.

"Quem achar que a esquerda se alinhará automaticamente com o PT está muito enganado", disse à Reuters o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-ministro do governo Lula cujo partido está no arco de sustentação do presidente, mas com uma extensa lista de defecções locais.

Cristovam admite a possibilidade de seu partido também engordar o grid de postulantes no ano que vem, a exemplo do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), outro ex-ministro do governo pensando em concorrer.

"É a única candidatura que hoje me entusiasma", afirmou o senador do PDT, referindo-se à possibilidade de repetir a tentativa de chegar à Presidência, como em 2006, quando obteve 2,5 por cento dos votos válidos.

A multiplicação de políticos animados com a sucessão foi catalisada com o anúncio de que Marina Silva deixaria o PT, após 30 anos de militância, passo para realizar um plano para lançar-se na corrida nacional. Quanto mais nomes, mais as chances de segundo turno.

Em pesquisa recente do Datafolha, José Serra (PSDB) figura em primeiro lugar com 37 por cento das intenções de votos. Com 16 por cento, Dilma aparece em segundo lugar em empate técnico com Ciro, dono de 15 por cento.

De acordo com o levantamento, Marina recebeu parcos 3 por cento, mas tende a aumentar esse capital tamanha sua exposição garantida com o desembarque do PT e as especulações de uma candidatura nacional.

SERÁ?

Há base real para se cogitar uma parceria com o PSDB. O futuro PV de Marina serve hoje a dois senhores: integra a coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a base de sustentação do governador de São Paulo, José Serra, favorito nas pesquisas de intenção de voto e principal oponente de Dilma.

A decisão dela, porém, tende a ser programática, não partidária.

"É prematuro supor que Marina, com o histórico político dela, vá apoiar o Serra num eventual segundo turno contra o PT. Isso pode ou não acontecer dependendo dos programas dos dois candidatos (Serra e Dilma) para a questão do desenvolvimento e da sustentabilidade", ponderou Amauri Teixeira, consultor da MCI Estratégia.

"A principal contribuição da candidatura Marina é trazer o tema Meio Ambiente para o topo da agenda eleitoral", acrescentou.




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quarta-feira, agosto 12, 2009

Senador MARINA SILVA,admite ser candidata à presidência p/ PV

Marina Silva já fala como candidata do PV à Presidência

A senadora Marina Silva (PT-AC) já fala como candidata do PV à Presidência. Embora não tenha dado a resposta definitiva ao convite dos verdes para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano que vem, suas declarações deixam claro que o PT, no qual milita há 30 anos, já é parte do passado. E seu plano agora é abraçar as novas utopias. "Estou com 50 anos e é isso que me leva a essa (nova) discussão. Nós precisamos ter novos mantenedores de sonhos e de utopias."

No Palácio do Planalto já é dada como certa a saída de Marina. Lula acha que a ex-ministra deixará mesmo o PT. Não pretende procurá-la, porque acha que pode ouvir um "não". Desde que Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente, em 13 de maio de 2008, os dois estão cada vez mais distantes. A presença de Marina numa cerimônia no Planalto, no ano passado, chegou a ser constrangedora, visto que ela não sorriu em resposta a nenhuma das brincadeiras feitas por Lula. E, nos últimos meses, a distância só aumentou.

Marina opôs-se à aprovação da medida provisória que regularizou terras da União ocupadas ilegalmente na Amazônia. Chegou a fazer um apelo ao presidente para que vetasse artigos tidos como prejudiciais à floresta, mas ele não a ouviu.

A senadora afirma que está vivendo um sério momento de reflexão e não teme nem mesmo uma punição partidária, como a possibilidade de o PT invocar a fidelidade partidária e lhe tomar o mandato, caso vá para o PV. "Meu mandato é uma honra tê-lo recebido do povo acreano. E eu o tenho honrado até hoje. Mas não será o medo da perda do mandato que me fará desistir de qualquer coisa que acredito ou defendo. Quando você fala de algo com a magnitude que estou fazendo, o cálculo político (da manutenção do mandato) apequena o debate."

Outro indicativo da disposição de Marina de mudar de partido está na resposta que deu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, virtual candidata a presidente pelo PT. No sábado, Dilma fez um apelo para que Marina não saia do partido. "Fiquei sabendo que ela fez um apelo e, ao mesmo tempo, disse que me entende. Afinal, ela saiu do PDT para ir para o PT e sabe como é isso", respondeu Marina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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sábado, junho 27, 2009

Evo morales afirma que 9 países latino americanos forma "EIXO do MAL"

Morales afirma que 9 países latino-americanos formam "eixo do mal"
Sex, 26 Jun, 08h23
La Paz, 26 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que atualmente nove países da América Latina integram o "eixo do mal", apelido colocado, segundo disse, no bloco da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) pelo ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Em um ato de comemoração dos 30 anos da principal organização sindical camponesa boliviana, Morales lembrou que o bloco "anti-imperialista" da Alba foi criado inicialmente pelos líderes de Cuba, Fidel Castro, e da Venezuela, Hugo Chávez.

"O ex-presidente dos EUA não o nomeou grupo Alba, mas 'eixo do mal'. A Bolívia se incorporou e o eixo do mal começou a crescer. Agora somos nove países, nove presidentes no 'eixo do mal' chamado Alba", ironizou o líder.

O presidente boliviano confirmou hoje que a próxima reunião dos nove países será realizada em setembro em Cochabamba, ao centro da Bolívia, apesar de ainda não ter sido fixada uma data para o encontro.

Ele também anunciou que os movimentos sociais e indígenas dos países que formam o bloco realizarão uma cúpula paralela à reunião dos governantes.

Venezuela e Cuba fundaram a Alba em dezembro de 2004, em oposição à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) promovida pelos Estados Unidos. A Bolívia aderiu ao bloco em 2006.

Além disso, fazem parte do mesmo Nicarágua, Honduras, Dominica, São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda e Equador, que entrou esta semana no bloco durante uma cúpula realizada na Venezuela. EFE




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quarta-feira, junho 03, 2009

Senadora KATIA ABREU reprova ações do ministro MINC do Meio ambiente

Agência Senado Móvel
Agência Senado Móvel
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PLENÁRIO / Pronunciamentos
02/06/2009 - 21h49
"O ministro Minc fez um desserviço à causa da ecologia"
[Foto: senadora Kátia Abreu ]
Durante seu discurso, a senadora Kátia Abreu foi aparteada por 17 senadores, 15 dos quais com elogios à resposta que deu ao ministro do Meio Ambiente. Dois defenderam Carlos Minc. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que "o ministro Minc fez um desserviço à causa da ecologia", observando que há necessidade de se compatibilizar desenvolvimento com a preservação do meio ambiente.
José Agripino (DEM-RN) disse que o governo tem de explicar porque seu ministro agiu com destempero e grosseria e lamentou que se tente no país satanizar o agronegócio. Antonio Carlos Junior (DEM-BA) opinou que "a visão raivosa de meio ambiente não existe mais" e o mundo agora se preocupa com "uma coisa muito maior, que é o aquecimento do planeta". Afirmou ainda que o ministro e seus seguidores "são radicais que não se importam com a produção".
Já o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) sustentou que as declarações de Carlos Minc "não são de ministro de Estado" e que ele, agindo assim, perde a condição de continuar no posto. Eliseu Resende (DEM-MG) ponderou que, apesar dos protestos dos defensores da floresta, o Brasil não pode abandonar as rodovias que podem ligar os brasileiros ao Oceano Pacífico e os vizinhos latinos ao Atlântico.
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) defendeu a preservação do meio ambiente com sustentabilidade, mas "sem deixar que o homem fique faminto, sem emprego". Neuto de Conto (PMDB-SC) contestou o "Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica" - divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Fundação SOS Mata Atlântica - que concluiu haver apenas 23,29% da cobertura florestal nativa de Santa Catarina. Ele disse preferir acreditar no estudo "Mapeamento da Cobertura Vegetal de Santa Catarina", financiado pelo banco alemão KFW, que eleva esse percentual para 41%.
Por sua vez, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) elogiou Kátia Abreu por ela vir repetindo que balizará sua atuação tanto no Senado como à frente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) no que a ciência definir. Perillo comentou que todos devem compreender que existem muitos produtores preocupados com o futuro dos seus filhos e do meio ambiente e, por outro lado, também há ambientalistas que usam apenas a retórica sem um comprometimento maior com o seu discurso.
O senador Gilberto Goellner (DEM-MT) observou que o ministro Carlos Minc classifica a questão ambiental como um embate, ao invés de buscar o diálogo e o entendimento. Por outro lado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) destacou que, incentivado por parlamentares petistas, o ministro Minc teria reconhecido haver cometido excessos e concordado em se desculpar por ter chamado os ruralistas de "vigaristas". O senador também esclareceu que os três manifestantes do Greenpeace que realizaram protesto contra a senadora, dentro do prédio do Senado, foram liberados pela Polícia Legislativa após o registro da ocorrência.
Outro que falou sobre as desculpas do ministro Minc foi o senador João Pedro (PT-AM). O ministro teria afirmado que não generalizou quando classificou ruralistas de "vigaristas". O parlamentar amazonense lembrou que o próprio Minc disse na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado que não via incompatibilidade entre a produção de grãos e a questão ambiental.
Porém, quando retomou a palavra a senadora Kátia Abreu disse não aceitar as desculpas do ministro Carlos Minc:
- Quem chama os produtores do país de vigaristas não têm medida nem tamanho. Não acredito nestas desculpas, pois hoje mesmo (dia 2) ele nos ofendeu novamente na imprensa. O ministro apenas tirou sua máscara e demonstrou preconceito e o que pensa verdadeiramente sobre os produtores rurais - afirmou Kátia Abreu.
Jayme Campos (DEM-MT) classificou o discurso como "defesa legítima da classe valorosa dos produtores". Ele concordou que o ministro Minc foi preconceituoso ao atacar os grandes produtores rurais do país. Para Jayme Campos, Minc está "totalmente desequilibrado" e sugeriu que o governo federal dê mais atenção à regularização fundiária e ao crédito agrícola, por exemplo.
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)também concordou que o ministro do Meio Ambiente usou "palavreado descortês", atitude que não caberia a um ministro de Estado. Para Valadares, o Brasil deve buscar o desenvolvimento econômico junto com a sustentabilidade ambiental.
Romeu Tuma (PTB-SP) solidarizou-se com a colega e com os produtores rurais brasileiros e disse que as palavras do ministro caracterizam uma ofensa ou agressão moral. Já Flávio Arns (PT-PR) afirmou que a agricultura tem papel fundamental no desenvolvimento brasileiro, tanto a agricultura familiar quanto o agronegócio. Entretanto, acrescentou, a preservação do meio ambiente não pode ser esquecida, "por ser uma necessidade mundial".
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) opinou que as autoridades brasileiras precisam ter uma visão voltada para o futuro do país, e acrescentou que a preservação ambiental e o desenvolvimento devem andar juntos. Ele cobrou do governo federal mais atenção para a regularização fundiária na Amazônia. Último aparteante, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) apoiou o discurso de Kátia Abreu e afirmou que o ministro Minc "não poderia ter dito aquilo". Para ele, a contribuição do agronegócio para o Brasil é inestimável.


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domingo, maio 03, 2009

FW: Visita ao Brasil do presidente do IRÃ é repudiada públicamnte


 

From: enepejota@hotmail.com
To: vejacomestevao@hotmail.com; reitoria@mackenzie.com.br; regnobertomelo@fortalnet.com.br; fcoelho77@hotmail.com; fasouzas@bol.com.br; prjoaoalves@ig.com.br; pralvaromoreira@yahoo.com.br; proluzineide@hotmail.com; pr.ossian@uol.com.br; carlajpinheiro@terra.com.br; rjustino@urbi.com.br; enepejota.kairos@blogger.com
CC: avplutarcho@yahoo.com.br; twlassak@gmail.com; nikki96@gmail.com; cjanayna@hotmail.com
Subject: Visita ao Brasil do presidente do IRÃ é repudiada públicamnte
Date: Sun, 3 May 2009 23:14:42 +0300

Manifestantes protestam contra visita de Ahmadinejad
2 horas, 40 minutos atrás
Sob o mote "Sr. presidente, explique ao convidado", cerca de mil manifestantes protestaram hoje na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na zona sul do Rio, contra a visita ao Brasil, na próxima quarta-feira, do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Os participantes alternaram a frase com gritos de "direitos humanos", "mulheres são livres", "homofobia é ignorância", "liberdade de religião", "terrorismo é covarde", "o holocausto existiu", e "o Estado de Israel existe". Vários usavam camisetas ou adereços com alusões às bandeiras do Brasil e de Israel.
O protesto foi uma iniciativa de 23 organizações da sociedade civil, 15 delas judaicas. Também participaram associações de direitos humanos, homossexuais, ciganos, religiões afro-brasileiras e mulheres negras, entre outras.
No último dia 20, o líder iraniano discursou pedindo o fim do Estado de Israel em conferência da Organização das Nações Unidas contra o racismo, em Genebra. O discurso, em que o presidente também disse que o Holocausto não existiu, foi criticado em nota oficial do governo brasileiro, que, no entanto, manteve o convite a Ahmadinejad por propósitos econômicos.
"Quero dizer para todos os democratas que não concordamos com o que o embaixador do Irã (no Brasil, Mohsen Shaterzadeh) disse, que o nosso presidente tem afinidades com Ahmadinejad. Nosso presidente é contra o terrorismo e reconhece o Holocausto", disse um dos organizadores do evento, Jaime Gudel, que perdeu grande parte da família no Holocausto. Shaterzadeh tinha destacado em entrevista à BBC supostas "ideias semelhantes no sentido de criar uma nova ordem mundial" por parte dos dois presidentes.


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